PORTUGAL:
Confederações de encarregados de educação (CONFAP e CNIPE)
manifestam-se contra o aumento dos alunos por turma.
Enviar exames para revisão
passa a ser mais caro em 10 euros, para um total de 25.
Galinhas de produtores de ovos que
não vivam em gaiolas melhoradas a partir de Julho terão de ser abatidas (3 milhões de animais). Isto tornaria Portugal num importador de ovos ao invés de exportador (de países que por sua vez não têm de seguir tais normas) e significaria um aumento dos preços. Embora a melhoria da condições dos animais seja importante, é extremamente difícil aos produtores fazerem-no quando os mercados funcionam numa lógica de corrida para o fundo (ou seja, o primeiro produtor a instalar as novas gaiolas e aumentar o preço fica imediatamente em desvantagem com todos os outros que não o fizeram - o incentivo é para adiar a mudança até ao último momento possível).
Isenções nas antigas SCUT em zonas de rendimentos mais baixos
vão acabar a 30 de Junho.
Gás natural do sector regulado
vai aumentar quase 7%, o que é justificado com a subida do preço do petróleo.
EUROPA:
O NYT aborda a
vaga de suicídios económicos que está a avassalar os países europeus em dificuldades.
Estruturas europeias
incapazes de criar uma agência de rating europeia que faça um contra-balanço às três grandes agências americanas. O sector privado demonstrou pouco interesse no assunto e a burocracia europeia baixou os braços (porque como sabemos, só o mercado livre faz coisas bem feitas).
ESPANHA e ITÁLIA:
Juros das obrigações a dez anos
sobem novamente para os dois países. O artigo diz que os mercados se estão a mostrar insensíveis à austeridade, mas é precisamente o contrário - os mercados não são parvos e sabem perfeitamente a destruição que a austeridade vai causar e daí aumentarem os custos.
Em Barcelona,
está a escalar uma corrida às armas das forças de repressão. Ao contrário dos despedimentos em todos os outros sectores como saúde e educação, a polícia e forças de segurança estão a abrir milhares de vagas, a receber novos poderes, a tornarem-se mais opacas e a serem apetrechadas com novos equipamentos.
GRÉCIA:
Herança cultural grega
está a ser devastada pela austeridade. Cortes nas instituições patrimoniais desencadearam uma onda de roubos.
FRANÇA:
Sarkozy já é, segundo a última sondagem,
o Presidente francês mais impopular de sempre. Sarkozy tem-se desdobrado em retóricas de menor denominador comum a ver se alguma coisa cola mas nada parece funcionar. De qualquer forma, algumas das promessas de Hollande também são preocupantes, como reduzir a zero o défice até 2017, o que para quem presta atenção às lições da crise mundial, soa a algo tão pateta como dizer que em 2017 Hollande será o primeiro homem em Marte.