Video (legendado em português)
Grécia: Porquê a capitulação?
Existem vias alternativas
10 de Setembro por Eric Toussaint
Fonte: http://cadtm.org/Grecia-Porque-a-capitulacao
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sábado, 12 de setembro de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
Discurso de Zoe Konstantopoulou no Parlamento grego em 22/07/2015: a total subordinação de um país democrático à vontade e às intimações de outros governos não é um acordo
Entre outras medidas contempladas no pacote legislativo imposto pelos credores, o Parlamento grego foi forçado a votar, a mata-cavalos, um novo código de processo civil que constitui um atentado aos direitos humanos, à democracia e à justiça do Estado de direito grego. Zoe Konstantopoulou, advogada e presidente do Parlamento, deixou bem claro na sua intervenção tudo o que está em jogo neste processo legislativo – no parlamento, no Syriza, na Grécia e na União Europeia. É um aviso que se estende a todos os povos europeus. O artigo «Dizer não à suspensão da dívida ilegítima significa dizer sim à suspensão da justiça e do direito internacional», publicado há poucos dias pelo CADPP, encontra nos recentes acontecimentos no Parlamento grego uma confirmação prática. Transcrevemos aqui a intervenção da presidente do Parlamento helénico.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Grécia: propostas alternativas à capitulação da noite de 15 para 16 de julho de 2015
por Eric Toussaint

Na noite de 15 para 16 de julho, a pedido do primeiro-ministro, o Parlamento grego capitulou perante as exigências dos credores e espezinhou a vontade popular expressa pelo povo grego a 5 de julho. 32 deputados do Syriza salvaram a honra votando contra (aos quais acrescem outros 7 deputados do Syriza que se abstiveram). Ao oporem-se à capitulação, estes deputados do Syriza respeitam o mandato popular e o programa do seu partido, sem cederem à chantagem. O primeiro-ministro obteve uma maioria graças aos partidos de direita: Nova Democracia, Pasok (que já nada tem de socialista), Potami e Gregos Independentes. Estes acontecimentos alteram radicalmente a situação.
Por iniciativa do governo de Alexis Tsipras e do Parlamento helénico, o povo grego rejeitou massivamente, no referendo de 15 de julho de 2015, a continuação da austeridade que as instituições que anteriormente agiam sob o nome de Troika pretendiam impor-lhe. É uma esplêndida vitória da democracia.
O acordo estabelecido na segunda-feira de manhã, 13 de julho, e adoptado na noite de 15 para 16 de julho significa a continuação da austeridade no quadro de um novo acordo plurianual. É uma total contradição com o resultado do referendo. O Parlamento ratificou este acordo sob ameaça dos credores (chantagem de falência dos bancos e Grexit [saída da Grécia da eurozona]), que exerceram deliberadamente uma coacção sobre as autoridades gregas.
Este acordo inclui o abandono de uma série importante de compromissos assumidos pelo Syriza aquando da campanha eleitoral, que lhe permitiram obter uma vitória de proporções históricas em 25 de janeiro de 2015. O Syriza assumiu uma responsabilidade face ao povo grego e é trágico que uma maioria dos seus deputados e ministros não a respeite, tanto mais quanto o povo lhe deu um apoio muito claro quer a 25-01-2015 quer em 5-07-2015.
>> Continuar a leitura em http://www.cadpp.org/node/451

Na noite de 15 para 16 de julho, a pedido do primeiro-ministro, o Parlamento grego capitulou perante as exigências dos credores e espezinhou a vontade popular expressa pelo povo grego a 5 de julho. 32 deputados do Syriza salvaram a honra votando contra (aos quais acrescem outros 7 deputados do Syriza que se abstiveram). Ao oporem-se à capitulação, estes deputados do Syriza respeitam o mandato popular e o programa do seu partido, sem cederem à chantagem. O primeiro-ministro obteve uma maioria graças aos partidos de direita: Nova Democracia, Pasok (que já nada tem de socialista), Potami e Gregos Independentes. Estes acontecimentos alteram radicalmente a situação.
Por iniciativa do governo de Alexis Tsipras e do Parlamento helénico, o povo grego rejeitou massivamente, no referendo de 15 de julho de 2015, a continuação da austeridade que as instituições que anteriormente agiam sob o nome de Troika pretendiam impor-lhe. É uma esplêndida vitória da democracia.
O acordo estabelecido na segunda-feira de manhã, 13 de julho, e adoptado na noite de 15 para 16 de julho significa a continuação da austeridade no quadro de um novo acordo plurianual. É uma total contradição com o resultado do referendo. O Parlamento ratificou este acordo sob ameaça dos credores (chantagem de falência dos bancos e Grexit [saída da Grécia da eurozona]), que exerceram deliberadamente uma coacção sobre as autoridades gregas.
Este acordo inclui o abandono de uma série importante de compromissos assumidos pelo Syriza aquando da campanha eleitoral, que lhe permitiram obter uma vitória de proporções históricas em 25 de janeiro de 2015. O Syriza assumiu uma responsabilidade face ao povo grego e é trágico que uma maioria dos seus deputados e ministros não a respeite, tanto mais quanto o povo lhe deu um apoio muito claro quer a 25-01-2015 quer em 5-07-2015.
>> Continuar a leitura em http://www.cadpp.org/node/451
domingo, 12 de julho de 2015
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Truth Committee on the Greek Public Debt, 23/06/2015
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infoGrécia, 23/06/2015
Não deixemos a Grécia de 2015 sozinha, como aconteceu à República espanhola em 1936!
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Os grandes bancos organizam a evasão fiscal de forma massiva à escala internacional
Eric Toussaint, 31/07/2014
Os bancos e a nova doutrina «Too Big to Jail»
Eric Toussaint, 21/07/2014
sábado, 7 de fevereiro de 2015
A Grécia vira uma nova página na história da Europa
(...) Olhemos para o programa eleitoral do Syriza – aquilo que levou os gregos a votar [ver anexo no final deste artigo] – e comparemos com as medidas do governo grego nos seus primeiros cinco dias de mandato. Vemos que o programa eleitoral se divide em 4 pontos, uns urgentes e outros a prazo. Verificamos que a lista de urgências passíveis de execução imediata foi posta em prática nas primeiras 72 horas de governo. Visto de fora, até parece fácil. Visto de dentro, custou muito sofrimento, muita luta, muitas vidas.»
Ler artigo integral em http://cadpp.org/node/442
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
CADTM denuncia a «invasão» da televisão pública grega pelas forças policiais
«A rede internacional do CADTM (presente em 30 países, www.cadtm.org) denuncia a «invasão» da ERT (televisão pública grega) pelas forças policiais e manifesta mais uma vez o seu apoio ao povo grego.
Com a «invasão» das instalações da ERT, executada pelas unidades pelas unidades especiais da polícia a 7 de Novembro de 2013, o governo completa o golpe de estado contra a informação de massas e a democracia lançado em 11 de Junho de 2013. Estas unidades policiais, ditas «unidades para o restabelecimento da ordem», têm equipamentos especiais para reprimir os manifestantes – escudos, matracas de borracha dura, capacetes, armaduras, armas de mão, máscaras de gás e gás lacrimogéneo, etc.
Dois dias depois da «prenda» do governo aos proprietários das cadeias privadas (oferta de novas licenças digitais gratuitas), o governo do memorando, constituído pelos partidos do Pasok e da Nova Democracia, actuando em completa ilegalidade, acrescentou uma página negra à história da televisão pública e da democracia na Grécia.
Mais uma vez o dilema – democracia ou memorando com a Troika – torna-se crucial.
O povo grego erguer-se-á contra a abolição da legalidade e os atentados à democracia e saberá defender a sua dignidade e as suas liberdades.
Exigimos a retirada imediata das forças policiais das instalações da ERT e a restituição do edifício aos trabalhadores da ERT.
O CADTM advoga a anulação da dívida ilegítima da Grécia à Troika (210 mil milhões de euros), a auditoria da restante dívida e a revogação das medidas de austeridade impostas ao povo pelo governo grego e pela Troika.»
Com a «invasão» das instalações da ERT, executada pelas unidades pelas unidades especiais da polícia a 7 de Novembro de 2013, o governo completa o golpe de estado contra a informação de massas e a democracia lançado em 11 de Junho de 2013. Estas unidades policiais, ditas «unidades para o restabelecimento da ordem», têm equipamentos especiais para reprimir os manifestantes – escudos, matracas de borracha dura, capacetes, armaduras, armas de mão, máscaras de gás e gás lacrimogéneo, etc.
Dois dias depois da «prenda» do governo aos proprietários das cadeias privadas (oferta de novas licenças digitais gratuitas), o governo do memorando, constituído pelos partidos do Pasok e da Nova Democracia, actuando em completa ilegalidade, acrescentou uma página negra à história da televisão pública e da democracia na Grécia.
Mais uma vez o dilema – democracia ou memorando com a Troika – torna-se crucial.
O povo grego erguer-se-á contra a abolição da legalidade e os atentados à democracia e saberá defender a sua dignidade e as suas liberdades.
Exigimos a retirada imediata das forças policiais das instalações da ERT e a restituição do edifício aos trabalhadores da ERT.
O CADTM advoga a anulação da dívida ilegítima da Grécia à Troika (210 mil milhões de euros), a auditoria da restante dívida e a revogação das medidas de austeridade impostas ao povo pelo governo grego e pela Troika.»
Publicado em 7 de Novembro por CADTM international
terça-feira, 12 de março de 2013
"A Grécia deve suspender unilateralmente o pagamento da sua dívida"
Éric Toussaint* em entrevista ao diário grego Efsyn: "A Grécia deve suspender unilateralmente o pagamento da sua dívida". Na sua opinião, só um governo determinado, que se apoie no povo, poderá obter uma solução para o problema da dívida. Em seu entender, a SYRIZA não deve assumir uma posição moderada.
- A Grécia parece estar no centro da crise da dívida. Disse que o povo grego, estando no centro da crise, está também no epicentro da solução para essa crise. O que quer dizer com isto?
Éric Toussaint - É claro que toda a Europa vive uma crise profunda. A classe capitalista e a Comissão Europeia, que actua em seu nome, desencadearam um terrível ataque contra o povo. A Grécia está no centro dessa crise, mas também no centro da resistência a esse ataque. Países como a Irlanda, Portugal e Espanha, mas também a Roménia e a Bulgária, etc. são vítimas desse ataque.
No entanto, a Grécia está no centro porque representa o início de uma nova fase da crise, devido à implementação do memorando de entendimento, em Maio de 2010, mas também devido à resistência do povo grego. Estou ao corrente do que se passou na última greve geral de 20 de Fevereiro 2013, que foi muito importante. Milhões de pessoas em toda a Europa e noutros continentes seguem atentamente as formas de resistência da Grécia. Fazemos todos os esforços para promover uma cooperação pan-europeia entre os movimentos de luta, a fim de construir uma ampla resistência capaz de virar a maré. É muito difícil que os cidadãos de um país enfrentem sozinhos o ataque.
- A Grécia parece estar no centro da crise da dívida. Disse que o povo grego, estando no centro da crise, está também no epicentro da solução para essa crise. O que quer dizer com isto?
Éric Toussaint - É claro que toda a Europa vive uma crise profunda. A classe capitalista e a Comissão Europeia, que actua em seu nome, desencadearam um terrível ataque contra o povo. A Grécia está no centro dessa crise, mas também no centro da resistência a esse ataque. Países como a Irlanda, Portugal e Espanha, mas também a Roménia e a Bulgária, etc. são vítimas desse ataque.
No entanto, a Grécia está no centro porque representa o início de uma nova fase da crise, devido à implementação do memorando de entendimento, em Maio de 2010, mas também devido à resistência do povo grego. Estou ao corrente do que se passou na última greve geral de 20 de Fevereiro 2013, que foi muito importante. Milhões de pessoas em toda a Europa e noutros continentes seguem atentamente as formas de resistência da Grécia. Fazemos todos os esforços para promover uma cooperação pan-europeia entre os movimentos de luta, a fim de construir uma ampla resistência capaz de virar a maré. É muito difícil que os cidadãos de um país enfrentem sozinhos o ataque.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Ataques neonazis na Grécia
O agravamento permanente da crise económica e social permite que a extrema-direita demonize os estrangeiros (imigrantes, cidadãos que pedem asilo), utilizando o antissemitismo como forma de encontrar bodes expiatórios e de criar uma cortina de fumo em torno das verdadeiras causas dos problemas enfrentados pelo povo grego. A cura brutal de austeridade imposta pela Troika ao povo grego leva muitos gregos desorientados a enveredarem por novas vias que os iniciam nos sentimentos obscuros do fascismo.
Ler comunicado do CADTM Internacional em: http://cadpp.org/content/ataques-neonazis-grecia-comunicado-cadtm-internacional
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Grécia-Alemanha: quem deve a quem? (2)
A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.
Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. Este segundo artigo descreve alguns aspectos do mecanismo de acumulação capitalista assente no endividamento do Estado e na privatização dos bens colectivos, à custa do povo grego.
Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. Este segundo artigo descreve alguns aspectos do mecanismo de acumulação capitalista assente no endividamento do Estado e na privatização dos bens colectivos, à custa do povo grego.
| Detentores estrangeiros (quase exclusivamente bancos estrangeiros e outras sociedades financeiras) dos títulos da dívida grega (finais de 2008) |
Ler o artigo de Eric Toussaint aqui: http://cadpp.org/node/359
sábado, 20 de outubro de 2012
Nova fase política na Grécia - crescimento da extrema direita
Milícias fardadas neonazis fazem rusgas nas ruas das cidades, perseguem militantes de esquerda, advogados, imigrantes e homossexuais, encerram teatros. A polícia protege-os e tortura os militantes de esquerda. Os neonazis do Aurora Dourada já aspiram assumidamente a ser o maior partido no prazo de três anos – e o curso dos acontecimentos ameaça dar-lhes razão. A sra. Merkel voa para Atenas mas não pode verificar nas ruas, com os seus próprios olhos, o resultado das medidas de austeridade que promove – tem de assistir pela TV ao bloqueio da cidade.
Ler reportagem (acima) da BBC em: http://www.cadpp.org/node/358
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Grécia-Alemanha: quem deve a quem? (1)
A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.
Nesta série de artigos de Eric Toussaint analisa-se e compara-se os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. O primeiro artigo traça o quadro das condições aplicadas à RFA, comparando-as com o tratamento aplicado à Grécia actual.
Ler aqui: http://cadpp.org/node/356
Nesta série de artigos de Eric Toussaint analisa-se e compara-se os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. O primeiro artigo traça o quadro das condições aplicadas à RFA, comparando-as com o tratamento aplicado à Grécia actual.
Ler aqui: http://cadpp.org/node/356
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A atribuição do prémio Nobel da Paz à UE
Ler aqui: http://cadpp.org/node/355
sábado, 21 de julho de 2012
O ovo da serpente na Grécia
por Yorgos Mitralias
Infelizmente, após as eleições de 17 de Junho, a esquerda grega surge tão desamparada perante a ameaça nazi da Aurora Dourada como antes de 6 de Maio. A prova? O sucesso da Aurora Dourada é apresentado como uma excepção, como sendo apenas um simples “ponto negro” numa situação geral muito animadora. É assim que todas as organizações que compõem a esquerda grega (incluindo o Syriza) descrevem a situação, como uma mera conjugação de bons e maus resultados, ignorando que os bons e os maus resultados (quer dizer o surgimento e o crescimento súbito dos neo-nazis) fazem parte da mesma situação global, que estão interdependentes e que possuem um mesmo denominador comum: a crise histórica da sociedade grega que os condiciona a todos!
Ler original em http://cadtm.org/A-peste-negra-ergue-a-cabeca-nesta
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Na Grécia começou a corrida contra-relógio
quarta-feira, 20 de junho de 2012
SYRIZA triunfa e… perde as eleições. Mas a luta continua...
Por Yorgos Mitralias
O alívio é geral entre os de cima que nos governam e nos fazem passar fome. O euro safa-se, os mercados respiram, a senhora Merkel exulta e a Internacional dita “Socialista” dos Papandreou e Hollande felicita-se com a “derrota” destes empecilhos chamados Tsipras & Co. E então, acabou-se o pesadelo de ver as cobaias gregas revoltar-se e ocupar o “laboratório Grécia”? A resposta é um Não categórico. O pesadelo promete continuar e tudo indica que o novo governo grego será frágil e fraco, minado por contradições internas, pela crise que não controla e, sobretudo, pela resistência crescente do povo grego...
Ler aqui: http://www.cadpp.org/node/321
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Solidariedades com a Grécia
Encontro Internacional (15 de Junho, 21h30) e Concerto no Camões (16 Junho, 21h30):
Concentração no Rossio (17 de Junho, 16h):
Grécia. Mais de três mil portugueses manifestam solidariedade e pedem fim da austeridade
Carta entregue ontem ao embaixador grego em Lisboa, defendendo o fim da austeridade e a solidariedade entre todos os membros da UE.
1. Carta aberta aqui: http://nagreciaopovoequemaisordena.com/
2. Outro abaixo-assinado: http://www.solidarioscomgrecia.org/
Carta entregue ontem ao embaixador grego em Lisboa, defendendo o fim da austeridade e a solidariedade entre todos os membros da UE.
1. Carta aberta aqui: http://nagreciaopovoequemaisordena.com/
2. Outro abaixo-assinado: http://www.solidarioscomgrecia.org/
3. E mais um Manifesto de solidariedade: http://solidariedadegrecia.weebly.com/index.html
UE prepara renegociação das medidas de austeridade com a Grécia
Porém, não é isso que o Syriza prevê. O economista «Dragasakis quer que a Grécia continue no euro e que o actual plano de austeridade seja revisto e sabe que não pode encostar os líderes europeus em relação a isso.
“Tal como diz a carta que o líder do Syriza, Alexis Tsipras, enviou aos altos funcionários da zona euro o mês passado, o que queremos é que as políticas económicas do memorando sejam substituídas por programas para a reabilitação da sociedade grega, a reconstrução da economia e uma consolidação fiscal justa”, afirmou em entrevista ao site Athens News.»
“Tal como diz a carta que o líder do Syriza, Alexis Tsipras, enviou aos altos funcionários da zona euro o mês passado, o que queremos é que as políticas económicas do memorando sejam substituídas por programas para a reabilitação da sociedade grega, a reconstrução da economia e uma consolidação fiscal justa”, afirmou em entrevista ao site Athens News.»
Outras solidariedades internacionais:
http://www.esquerda.net/artigo/onda-de-solidariedade-com-syriza-e-o-povo-grego/23531
Athens News press review: http://www.athensnews.gr/portal/1/56208
Athens News press review: http://www.athensnews.gr/portal/1/56208
terça-feira, 12 de junho de 2012
Concentração no Rossio, 17 Junho
O povo grego volta a ir às urnas para escolher os deputados ao parlamento e consequentemente novo governo. Uma grande parte dos votantes já demonstrou nas últimas eleições (que têm de ser repetidas dia 17 próximo) que pretende um corte radical com as políticas praticadas até agora, que está contra as medidas de austeridade, o Memorando da Troika e o pagamento da dívida – não só a dívida ilegítima, mas também a dívida odiosa, que tem servido os interesses da finança privada e a compra de armas a empresas alemãs e francesas – e que pretende fazer parte da Europa, sim, mas de uma outra Europa, gerida por princípios democráticos e igualitários.
O resultado das eleições terá efeitos em toda a Europa, muito particularmente em Portugal. Se o Syriza vencer, abrem-se novas perspectivas para uma luta crescente no nosso país. Se for a vitória dos partidos da Troika, esperam-nos novas e mais gravosas medidas de empobrecimento.
Durante a concentração de dia 17 no Rossio esperamos não só poder seguir no Rossio de Lisboa as eleições gregas, mas também alimentar o debate público sobre a questão da dívida nos países periféricos europeus e a situação na Grécia, que tem sido alvo de enormes campanhas de desinformação.
Ler mais aqui: http://www.cadpp.org/node/317
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Concentração de apoio ao povo grego
“Consideramos que em Portugal, na Grécia, e de resto em toda a Europa, os problemas que afligem as populações têm raízes comuns – devem por isso ter soluções comuns e solidárias”.
Evento: http://www.facebook.com/events/249630855137365/
No que diz respeito à política de austeridade e endividamento, entre a Grécia e Portugal não existe nenhuma diferença essencial. Podem os dois países encontrar-se em etapas diferentes na sua queda às profundezas da miséria e do inferno social – a aplicação das políticas de austeridade e endividamento não foi iniciada e aplicada ao mesmo ritmo em todos os países europeus –, mas tanto a causa como a natureza dessas políticas são as mesmas em toda a parte. A solução é necessariamente a mesma, em toda a Europa:
- Revogação das medidas de austeridade para os trabalhadores;
- Revogação das medidas de fragilização e precarização do trabalho;
- Suspensão do pagamento da dívida, a par de uma auditoria cidadã e independente;
- Nacionalização ou socialização da banca e dos sectores e recursos colectivos estratégicos (energia, água, etc);
- Alteração da política fiscal, tornando-a mais justa, equitativa e redistributiva;
- Reposição plena das funções do Estado social.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Conversas com Yorgos Mitralias
Conversas com Yorgos Mitralias sobre a dívida pública, a Europa, austeridade e saídas para a crise. Semelhanças e diferenças dos casos português e grego.
Com a participação de Yorgos Mitralias (activista e membro fundador do CADTM-Grécia), Vítor Lima (economista) e António Pedro Dores (sociólogo, ISCTE). Organizado pela Tertúlia da Liberdade e pelo Museu da República e Resistência.
Yorgos Mitralias, agora aposentado, trabalhou como jornalista no Courrier Financier em Atenas e na televisão pública grega (ERT). Yorgos é activista há 44 anos (desde Maio de 68). Nos últimos 15 anos tem trabalhado, de forma muito activa, no movimento Marchas Europeias e no movimento altermundialista (Fórum Social grego e europeu). Foi um dos fundadores da Coligação de Esquerda Radical (SYRIZA). É membro fundador do Comité grego contra a Dívida, da Campanha para uma Auditoria da Dívida Pública Grega e é um dos coordenadores europeus do CADTM.
Lisboa – 01/06/2012 – 18:30
Museu da República e Resistência
Estrada de Benfica, 419 (metro Alto dos Moinhos) – Lisboa
Coimbra – 2/06/2012 – 16:00
Teatro da Cerca de São Bernardo
Rua Pedro Nunes – Coimbra
Porto – 3/06/2012 – 18:30
Duas de Letra (www.duasdeletra.pt)
Passeio de S. Lázaro 48 – Porto
Barreiro – 4/06/2012 – 21:00
Cooperativa de Cultura Popular do Barreiro
Rua Miguel Bombarda, 64 – Barreiro
Lisboa – 5/06/2012 – 18:00
RDA – Regueirão dos Anjos, 69 (metro Anjos) – Lisboa
A Grécia passa melhor sem a simpatia da sra. Lagarde e do FMI
Fujam, que vem aí a simpatia da sra. Christine Lagarde, directora do FMI.
por Nick Dearden
A Grécia passa bem sem a «simpatia» demonstrada pelo FMI ao Níger, onde o custo dos seus empréstimos irresponsáveis é pago pelos cidadãos em dólares, miséria e sucessivas vagas de fome.
(...) As dívidas do Níger continuam a aumentar de 960 milhões de dólares, quando começou o ajustamento estrutural, para 1,8 mil milhões de dólares em 1990, e, depois de uma pequena queda, o montante voltou a subir para 2,1 mil milhões de dólares em 2003. Mais dívida significa mais controle por parte do FMI, que significa mais austeridade e mais reformas.
Ler aqui: http://cadpp.org/node/310
por Nick Dearden
A Grécia passa bem sem a «simpatia» demonstrada pelo FMI ao Níger, onde o custo dos seus empréstimos irresponsáveis é pago pelos cidadãos em dólares, miséria e sucessivas vagas de fome.
(...) As dívidas do Níger continuam a aumentar de 960 milhões de dólares, quando começou o ajustamento estrutural, para 1,8 mil milhões de dólares em 1990, e, depois de uma pequena queda, o montante voltou a subir para 2,1 mil milhões de dólares em 2003. Mais dívida significa mais controle por parte do FMI, que significa mais austeridade e mais reformas.
Ler aqui: http://cadpp.org/node/310
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