PORTUGAL:
Oliveira Martins do Tribunal de Contas
diz haver margem significativa de renegociação das PPPs.
Banca
prenuncia o Apocalipse se os partidos avançarem com medidas de ajuda às famílias em dificuldades com empréstimos imobiliários.
No pântano: Miguel Relvas de novo em grande, desta vez com uma turbo-licenciatura
feita em apenas um ano com 32 equivalências. Membro do ERC queixa-se de
chantagens e ameaças no caso que envolveu Relvas.
Mais um ex-gestor do projecto Freeport que admite em tribunal
o pedido de pagamento de dois milhões de libras por parte de membros do governo para viabilizar o projecto.
Bananização da República: Tribunal Constitucional diz que cortes de subsídios são inconstitucionais por violarem o princípio da igualdade,
mas só para o ano, por respeito à troika. Entretanto, Passos Coelho quer manter toda a gente em pé de igualdade por isso já veio dizer que
pensa cortar os subsídios ao privado também. Acordão inteiro do TC
aqui.
Governo
garante crédito aos estudantes do Superior, já que não lhes garante Educação.
Diferença entre valor real da renda de habitação social e o valor pago pelos moradores irá passar a contar como rendimento para contabilização do RSI,
privando milhares da ajuda.
ESPANHA:
Prepara-se pacote de
30 mil milhões de austeridade. Dívida a 10 anos
a 6,5%. São iniciados vários processos em tribunal contra personalidades
envolvidas na crise bancária.
ITÁLIA:
Défice italiano
chegou aos 8%, Monti prepara pacote de 12 mil milhões de austeridade. Taxas de juros da dívida a 10 anos
chegaram aos 5,8%, depois de passar a euforia da cimeira.
GRÉCIA:
Privada de qualquer força de negociação com a UE, a Grécia vê-se entregue ao triste destino de
“acelerar as reformas estruturais”. Desemprego oficial nos 22% e o governo ainda a destruir postos de trabalho no público. Mais turbo-privatizações a caminho.
FRANÇA:
Novo imposto de 7 mil milhões
sobre os cidadãos e empresas mais ricas.
VATICANO:
Parece que já nem a protecção divina funciona contra a dívida: Vaticano fechou 2011
com um défice de 14,9 milhões.
ROMÉNIA:
Governo de esquerda
a tentar remover Presidente, ligado ao anterior governo e medidas de austeridade.
GRÃ-BRETANHA:
O caso de manipulação das taxas LIBOR
continua a crescer. Aparentemente, a pressão para manter as taxas baixas veio da parte do governo, que queria dar a impressão de solidez do sistema financeiro (as taxas LIBOR são determinadas pela quantidade de trocas entre bancos - quanto mais trocas há, mais baixas as taxas, indicando um sistema saudável).
EUROPA:
BCE
corta juros para 0,75%, um novo mínimo histórico. Euribor
acompanha. Mercados vêem sinal de desespero e
fecham em baixa. Não que não tenham razão: PMI e PIB da Europa
continuam a enfraquecer.