sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A dívida «pública» não é da responsabilidade dos trabalhadores




A chamada «dívida pública» do Estado português é na verdade, e na totalidade, um conjunto de dívidas privadas que foram socializadas. Não cabe aos trabalhadores pagar essa dívida – nem directa nem indirectamente. Não faz qualquer sentido colocar a questão da legitimidade pública duma dívida privada.

O conceito de «dívida ilegítima» tem causado algum embaraço em certos sectores da militância contra o pagamento da dívida pública. Este conceito, frequentemente referido por organizações cívicas, dirigentes políticos de esquerda e académicos, tem provocado dúvidas, hesitações e até a paralisia da militância – e portanto da acção pública.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Orçamento do Estado para 2013 (parte 1): o significado do reajuste económico

Existe uma regra empírica simples para perceber o que pretende o governo fazer com as nossas vidas. Quando ele nos promete que a nossa situação vai melhorar, provavelmente está a mentir. Por outro lado, quando diz que a situação vai piorar é quase certo que está a falar verdade; quando muito, peca por defeito. A segunda situação, tendo o inconveniente de nos dizer que estamos em maus lençóis, tem a vantagem de nos facilitar a compreensão do que nos espera. O problema é que, infelizmente, encontramo-nos neste momento diante dessa situação.

Ler continuação em: http://cadpp.org/node/360

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Grécia-Alemanha: quem deve a quem? (2)

A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.

Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. Este segundo artigo descreve alguns aspectos do mecanismo de acumulação capitalista assente no endividamento do Estado e na privatização dos bens colectivos, à custa do povo grego.

Detentores estrangeiros (quase exclusivamente bancos estrangeiros e outras sociedades financeiras) dos títulos da dívida grega (finais de 2008)
Ler o artigo de Eric Toussaint aqui: http://cadpp.org/node/359

Quem paga o estado social?