A escola da Fontinha foi assaltada, roubada e vandalizada por um grupo de sujeitos vestidos de polícias. Trata-se de um ataque criminoso a iniciativas populares pacíficas e de grande valor cívico. Serão os criminosos responsáveis por estes actos de vandalismo levados a tribunal?
Com grande espírito de iniciativa e sacrifício pessoal, um grupo de activistas ocupou a escola, juntamente com jovens necessitados de um local de aprendizagem e ocupação de tempos livres. Aí criaram um projecto que acabou por ser acarinhado e apreciado não só pelas populações locais, mas até por todo o público português a quem a notícia chegou.
É precisamente o carácter cívico da iniciativa popular que os poderes públicos temem. A actividade e o sucesso dos movimentos sociais aterroriza os poderes públicos, ao ponto de estes, violando a lei, o bom-senso, os interesses de quem lhes paga o ordenado, as despesas, os carros de luxo, os motoristas e as tapeçarias, mandarem um bando de jagunços carregar sobre pessoas que apenas pretendem exercer direitos que lhes são constitucionalmente garantidos.
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