Mostrar mensagens com a etiqueta debates. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta debates. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Democracia e Dívida: debate e jantar em S. Bento, 15 de Outubro, 18h

Olá a todos/as,

No Democracia e Dívida, não desistimos da vontade de debater e informar abertamente as pessoas. Numa altura em que larga fracção da população sofre com a austeridade, aparentando estar desmotivada, sem reacção e sem rumo, achamos ainda mais importante criarmos espaços para que ela dê a sua opinião e se informe. De facto, constatamos que a larga maioria da população ainda acha que deve ser "honrada" e "pagar a dívida" porque "viveu acima das suas possibilidades" e "quem não tem dinheiro, não tem vícios [leia-se direitos]" e que "se não pagar, é o caos [como se a situação actual não o fosse já]".

No próximo dia 15 de Outubro é entregue o Orçamento. No Democracia e Dívida achámos importante assinalar a entrega do Orçamento com mais uma iniciativa de debate e reflexão sobre a dívida e a democracia directamente junto das pessoas. Na rua, como sempre até aqui. Planeámos assim um debate, no dia 15, em frente ao parlamento, às 18H, onde serão discutidos temas como a Dívida, a Democracia, a Corrupção e os processos de auditoria cidadã. O debate será aberto à opinião de todos/as e facilitado por Jesus Aranjuado, João Batalha, Rui Viana Pereira e Vitor Lima.

Achamos importante que se discuta nesse dia cá fora, com um razoável número de pessoas, as alternativas que deviam ser mais faladas lá dentro. Porque sabemos que esta vontade é transversal a uns largos milhares de grupos e pessoas revoltadas com a actual situação do país e do Mundo, pedimos o vosso apoio na divulgação e participação neste evento. Formas simples de mostrarem esse apoio é publicitando no vosso perfil facebook, fazendo "like" na nossa comunidade, ou partilhando os cartazes que iremos fazendo alusivos ao debate.

O debate é aberto, queremos que seja construtivo, que mostre às pessoas que existe pensamento político autónomo nos movimentos sociais e que há muito espaço de manobra para que os cidadãos se mobilizem, se auto-organizem em pequenos movimentos sociais ou grupos profissionais, e trabalhem juntos para melhorar as suas vidas e construirem/exigirem o futuro que desejam. Nesse sentido, contactámos o projecto 270 que aceitou providenciar um jantar a preços acessíveis. Tentaremos também disponibilizar o debate em streaming para que pessoas de várias regiões do país possam assistir. E daremos amplo espaço à discussão conjunta de formas de articulação na luta por uma democracia verdadeira onde não se paguem dívidas ilegítimas nem se sustente corrupção.

Queremos mesmo que isto aconteça. Achamos importante. Por isso nos organizamos, contactamos os nossos amigos/as, e fazemos com que aconteça. Juntos podemos!

Nota: em caso de chuva, avisaremos atempadamente um sitio próximo, onde o debate decorrerá um pouco mais tarde (1830).

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

domingo, 26 de maio de 2013

Democracia ou dívida?


Um grupo de activistas independentes tem vindo ultimamente a promover debates públicos com o tema «Democracia e Dívida». O 1º foi realizado dia 27 de Abril passado no Largo do Carmo, Lisboa; agora foi a vez de chamar a população que passava em Alcântara (outra vez Lisboa), a cavaquear sobre o défice de democracia e a burla do endividamento público. Além do mérito de incentivar o debate em locais públicos, este grupo procura desenvolver um trabalho notável e urgente: a reunião frentista e fraterna dos vários grupos cívicos e entidades que, cada qual à sua maneira, militam contra a dívida imposta pela Troika ou contra os efeitos sociais e políticos do endividamento.
O debate decorreu com bastantes intervenções de pessoas que por ali passavam e mostrou ao vivo que sectores cada vez mais alargados da população (cerca de 40%, segundo algumas sondagens) reconhecem que esta dívida não é legítima – logo, não deve ser paga nem renegociada, mas sim suspensa, auditada e anulada.
Leia aqui um resumo das intervenções (dos oradores convidados e do público) no debate, extraído do site Democracia e Dívida

terça-feira, 14 de maio de 2013

Debate sobre democracia e dívida - domingo, dia 19 Maio, 11h

Mais um encontro sobre Democracia e Dívida, desta vez em Alcântara (Lisboa). Como animadores do debate estarão Evelyn Houard, Vítor Lima e Rui Viana Pereira.

Os organizadores destes encontros estão a trabalhar para que eles aconteçam com regularidade, de preferência em locais e situações ligados à vida quotidiana da população.


O encontro anterior realizou-se a 27 de Abril, no Largo do Carmo (Lisboa) e contou com a presença de elementos da auditoria cidadã espanhola. Além de servir para esclarecer ideias e dúvidas sobre a dívida, este encontro confirmou o interesse em reunir e coordenar diferentes pessoas e organizações, provenientes de dentro e fora de Portugal, cada qual com a sua abordagem específica à questão da dívida.

Na página da «Democracia e Dívida» - http://democraciaedivida.wordpress.com/ - encontra vária documentação e notícias, de Portugal e de Espanha.

Acontecimento no Facebook. 
Local: Largo Fontaínhas, em Alcântara (Lisboa), junto ao Largo do Calvário.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Portugal: Dívida impagável



Portugal: Dívida impagável

4 de Maio por Maria da Liberdade
A dívida pública é impagável! Esta foi a tónica comum do debate Democracia e Dívida que, no sábado 27 de Abril, juntou, no Largo do Carmo, em Lisboa, activistas portugueses e espanhóis contra a dívida e cidadãos interessados em fazerem perguntas, em darem respostas e em saberem mais sobre o assunto. O encontro permitiu a troca de ideias, de experiências e a partilha de posições diversas entre os que defendem a suspensão e a anulação da parte ilegítima da dívida pública, os que defendem a sua renegociação e os que defendem a anulação total da dívida pública.
E porque razão a dívida é impagável?
Vítor Lima, activista independente, explica que ela é impagável por causa dos juros especulativos que lhe estão associados. É que, complementa Martins Guerreiro, que participa na Iniciativa de Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC), a dívida existe desde a Mesopotâmia, mas a exploração através da dívida é muito mais recente e surge com a invenção dos juros pelo sistema capitalista. Segundo Vítor Lima, em 2012, cada cidadão pagou só de juros da dívida pública 754 euros o que, no conjunto, equivale a 4,4 por cento do PIB, e mesmo assim a dívida pública continua a aumentar, tendo atingido, nesse ano, em Portugal, 123,7% do PIB. Vítor Lima culpou a União Europeia (UE) fragmentada e as desigualdades norte-sul. Martins Guerreiro exemplificou com os critérios do BCE que financia os bancos a 1%, que por sua vez, emprestam esse dinheiro a juros de mercado – que podem atingir mais de 5% se o devedor for um Estado do Sul e que pouco ultrapassa os 0% se for do Norte.
Será então que vivemos acima das nossas possibilidades, como nos dizem? Será que estamos perante um complô? Será que vivemos uma fraude? Perguntaram vários cidadãos presentes.
As respostas surgiram de imediato. Esta crise é consequência de a banca internacional estar falida e, por essa razão, os bancos e os governos incentivaram ao consumo e à dívida, explicou uma activista. A dívida e as políticas de austeridade servem para resgatar essas falências; os Estados resolveram nacionalizar as perdas e privatizar os ganhos, rematou.
Dívida ilegítima
Além de impagável, a dívida pública é, assim, ilegítima por três razões, concluiu Rui Viana Pereira, do Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP): 
1) O devedor não tem informação suficiente sobre as condições e as contrapartidas relativas ao empréstimo concedido pela Troika (Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional (FMI)). Por exemplo, o conteúdo do memorando está em inglês ou foi traduzido tardiamente.
2) O devedor não usufrui do benefício da dívida contraída. A parcela concedida pelo FMI não serviu para pagar salários da função pública, mas foi entregue aos bancos.
3) O devedor não tem condições para pagar a dívida e, para o fazer, não pode morrer de fome.
As dívidas ilegítimas devem, então, ser pagas? Perguntaram. Temos de nos libertar dessa culpa que não existe, desse preceito moral que nos inculcaram e que não se aplica a dívidas ilegítimas que nos levam à miséria e à ruína, retorquiram.
Para quê uma auditoria?
Identificar a parte ilegítima da dívida é um dos objetivos da auditoria cidadã que, explicou Martins Guerreiro, visa, em primeira instância, estudar a dívida pública e responder às perguntas que os cidadãos colocam sobre o assunto: saber se temos ou não de pagar a dívida; se a dívida é ou não legítima; se é ou não pagável; quais os mecanismos da dívida pública; como é que a dívida privada se transforma em dívida pública; quais as causas da dívida pública; são causas internas ligadas à corrupção, à evasão fiscal e à fuga ao fisco? São causas externas relacionadas com o BCE e com o capital financeiro?
A auditoria cidadã pode responder a todas essas perguntas, adianta Martins Guerreiro. Para Emma Avilès, da Plataforma para uma Auditoria Cidadã à Dívida (PACD) |1|, a auditoria é, por essa razão, um ponto de encontro de cidadãos e um exercício de aprendizagem democrático. Os cidadãos organizados de baixo para cima estudam colectivamente a dívida, aprendem a colaborar, construindo uma democracia mais participativa que gera formas de organização alternativas. A auditoria cidadã é assim uma ferramenta de educação, de aprendizagem e de mobilização social, que permite virar a relação de forças existente e fazer nascer uma outra sociedade, acabando, como diz Vítor Lima, com a existente falsa democracia, que nos considera abaixo de qualquer participação, e com um poder político subalterno às hierarquias neo-liberais internas e externas, que se demite de fazer cumprir as nossas necessidade colectivas, afirmou.
Frente contra a dívida
Fizeram-se assim ouvir apelos à união de todos os cidadãos, movimentos e comités interessados no tema da dívida pública. Rui Viana Pereira salientou, a propósito, a urgência de existir uma frente de organizações complementares em torno do tema da dívida pública e lembrou que são necessários movimentos sociais que exerçam pressão constante no sentido da suspensão do pagamento da dívida pública. Martins Guerreiro frisou o contributo técnico e político que a IAC tenta dar e desafiou os cidadãos a organizarem-se como melhor souberem e entenderem para ajudarem a esclarecer a “urgência da situação”, como foi frisado por muitos dos cidadãos e activistas presentes, que apelaram à constituição de uma frente comum contra a dívida.

Notas

|1| A PACD nasce, em Espanha, em 2011 na sequência do movimento social dos indignados/15M.


publicado em http://cadtm.org/Portugal-Divida-impagavel

Site do evento Democracia e Dívida: http://democraciaedivida.wordpress.com/ 

Fotos

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Debate sobre democracia e dívida



Sábado, 27 de Abril, às 15H00, no Largo Carmo, em Lisboa

Democracia e Dívida é o tema do debate que se realiza no sábado, 27 de Abril, às 15H00, no Largo Carmo, em Lisboa. É um evento público, realizado em local público e orientado para o público.
O debate visa esclarecer e desmistificar os conceitos de Dívida e de Democracia, numa altura em que se celebra a Democracia e a Liberdade trazidas pelo 25 de Abril e em que Portugal, Espanha e vários outros países da Europa e do mundo vêm as suas Democracias e a qualidade de vida das suas populações ameaçadas, e será facilitado pelas intervenções de Emma AvilésManuel Martins Guerreiro, Rui Viana Pereira e Vítor Lima.
Emma Avilés está ligada ao Movimento 15M/Indignados, membro da Plataforma Auditoría Ciudadana de la Deuda (PACD). Emma será acompanhada por Jezabel Goudinoff e Javier Soraluce (ligados aos mesmos movimentos) explicando o que é a PACD, uma plataforma que junta os novos movimentos sociais e outras organizações temáticas e especializadas, e quais as relações entre a PACD e a Rede Internacional de Auditorias Cidadãs (ICAN); Manuel Martins Guerreiro, que participa na Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC), lembrará que a dívida apareceu nas relações humanas primeiro que o dinheiro, continuando a ser um mecanismo de domínio e de exploração do centro sobre as periferias; Rui Viana Pereira, que participa no Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP), sublinhará que os juros da dívida pública são um mecanismo de saque dos rendimentos dos trabalhadores, sendo essa dívida totalmente ilegítima porque todas as funções sociais do Estado juntas custam menos do que os impostos e contribuições pagos pelos trabalhadores; Vítor Lima, economista, é autor do blogue Grazia Tanta, e frisará que a dívida não é um número mas sim um processo de empobrecimento colectivo que coloca em risco as nossas vidas e que, por essa razão, é imperioso mudar o sistema político que sustenta o processo.

Como surgiu a ideia deste debate?

A ideia surgiu no final do mês de Março quando um conjunto de activistas dos movimentos sociais portugueses consideraram importante trazer a informação sobre a Dívida directamente para o centro do espaço público. Sete contactos de email depois, a iniciativa ficou acordada, sendo lançada a 4 de Abril.

Quem organiza este debate?

A sessão é organizada por um conjunto de promotores iniciais (João, Nuno, Teresa, e Tiago), por facilitadores que eles convidaram (Emma, Jeza, Javi Manuel, Rui e Vitor), e pelo público que estiver presente. A organização do debate é apartidária e todos os oradores participam a título individual.

Como decorrerá o evento?

Localização e data: Largo do Carmo, Lisboa, 27 de Abril
15:00 – Sessão de esclarecimento: intervenções dos convidados de 10 a 15 minutos.
17:00 – Intervalo.
17:30 – Discussão colectiva de ideias e contributos passados e futuros relacionados com a participação e mobilização.

Mais informações:

Local: 
Largo Carmo, em Lisboa