quarta-feira, 18 de abril de 2012

Notícias 18-4-2012: Discórdias e Denúncias

Via Street Art Activist
























PORTUGAL:

Passos Coelho continua a sua tour Oliveira da Figueira na imprensa internacional, desta vez no Financial Times, onde diz novamente que Portugal não vai precisar duma nova "ajuda" (excepto se precisar) e continua a vender as óptimas pechinchas das privatizações nacionais.
CTT afigura-se como pouco atractivo para os possíveis interessados, devido ao desconhecimento dos termos da privatização e negócio em queda... ou poderá ser só uma jogada para fazer o preço de venda da empresa baixar.

Indemnizações por despedimento vão baixar para 6 a 10 dias já em Novembro.
Governo não vai reconsiderar taxas moderadoras para quem ganha menos de 629€ e tem vários filhos, cuja isenção das taxas só os cobre até as 12 anos.
O polvo dos grandes bancos agarra-nos com mais um tentáculo: João Moreira Rato,  ex-empregado dos mega-bancos Morgan Stanley, Lehman Brothers e Goldman Sachs vai ser o novo presidente do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, responsável pela emissão de dívida.

UGT ameaça denunciar o acordo de concertação se Governo não começar a aplicar medidas de apoio ao emprego e economia.


EUROPA:

FMI está em linha de divergência cada vez mais forte com o Banco Central Europeu, dominado pela política alemã, quanto à política de austeridade e sai em favor de algumas medidas como as obrigações de dívida partilhadas por toda a Europa (as chamadas eurobonds) que há alguns meses atrás ainda eram consideradas um sacrilégio. Defende também o relaxamento do empréstimo de dinheiro pelo BCE aos bancos. Nenhuma das medidas resolveriam os problemas de fundo, mas sempre seriam melhores que a actual casmurrice alemã.


ESPANHA:

Não são só as suas regiões autónomas que estão em perigo, os bancos espanhóis também estão no limiar de precisar dum novo resgate. Neste ponto, precisam de cerca de 53.8 mil milhões.


ITÁLIA:

Orçamento balançado é adiado por um ano depois da austeridade ter tornado o alvo de 2013 impossível de atingir.

Director de museu italiano começou a queimar três obras de arte por semana em protesto contra a austeridade. O sector cultural italiano foi dos que mais sofreu com a austeridade e o enorme espólio artístico dos país está a sofrer as consequências.

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