quarta-feira, 28 de março de 2012
Notícias 28-3-2012: Despedimentos criam emprego, seco é molhado
PORTUGAL:
Novo pacote laboral está hoje em debate. Principais alterações: despedimentos facilitados, com as empresas a decidir os seus próprios critérios de despedimento, indemnizações mais baixas para quem tenha sido contratado há menos de 12 meses do próximo Novembro, trabalho extra pago a metade e sem descanso compensatório, menos feriados (confirmado o fim do 5 de Outubro e 1 de Dezembro pelo Secretário de Estado do Trabalho), eliminação do acréscimo de férias por assiduidade e o tratamento das pontes como férias obrigatórias que serão descontadas dos outros dias. Com a destruição da segurança do trabalho iremos certamente ver uma cascata de novos empregos, segundo Álvaro Santos Pereira.
Passos insiste na sua regra de ouro para o défice junto do PS.
Lucro da PT é de 376 milhões em 2011.
Passos Coelho regozija-se com a venda do BPN abaixo do custo duma liquidação. Portanto só nos custou 4 mil milhões, mais umas centenas de milhões para o BIC se dignar a comprar o BPN por 40 milhões - sem dúvida uma vitória extraordinária. Sobre o BCP, um dos antigos directores disse hoje em tribunal que não há nada fora do normal nas 17 empresas offshore do banco e que ninguém é responsável por coisa nenhuma mesmo que houvesse.
Portugal foi dos países que mais gastou para salvar os bancos, 1.3% do PIB até 2010. Só a Irlanda e Alemanha gastaram mais.
Obras e PPPs canceladas poderão significar 1700 milhões em pagamentos remuneratórios às empresas.
Cerca de metades dos filhos dos emigrantes vai deixar de ter o ensino do português gratuito, passando a ter de pagar 120 euros anualmente, apesar da obrigação constitucional de assegurar a disciplina.
EUROPA:
Fusão dos mecanismos de resgate europeus deverá ir em frente na sexta-feira.
ALEMANHA:
País quer reduzir salário mínimo dos trabalhadores qualificados não europeus, como forma de incentivar a contratação dum maior número destes em empresas alemãs em défice. Que isso também crie pressão sobre os trabalhadores alemães qualificados para aceitarem piores condições será uma coincidência feliz.
ESPANHA:
Continua a fusão de vários bancos numa só entidade. A ideia é reforçar os fundos disponíveis, mas obviamente que também aumentam os prejuízos, algo a não esquecer tenho em conta que bancos "demasiado grandes para falhar" foram um dos principais motivos da crise global. No MB está uma boa análise da situação presente. Com o sector público e privado carregados de dívida, o mercado imobiliário em queda, austeridade e desemprego, défice externo e quebra do consumo, Espanha está no bom caminho para se juntar ao clube grego.
IRLANDA:
Preços no imobiliário caíram mais 2.2% em Fevereiro. Alguns analistas pensam que só irão parar quando atingirem 70% do valor do pico. A dívida privada dos lares irlandeses ascende aos 150 mil milhões de euros.
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