O editor andou a vadiar pelo que só hoje há jornal com os acontecimentos do fim-de-semana.
PORTUGAL:
Até as profissões que eram "seguras" no passado
estão a ser precarizadas, nomeadamente os médicos.
Em mais uma demonstração de falta de proporcionalidade perante ricos e pobres, a Segurança Social
obriga 233 funcionários a devolver quantias pagas em excesso (por erro da própria Segurança Social) na ordem de dezenas a centenas de euros. O dinheiro do BPN, já terá sido devolvido?
2769 pedidos de insolvência de empresas desde o início do ano, 48% mais em comparação com o mesmo período do ano passado.
Prejuízos das empresas do Estado
continuam a agravar-se, a consequência inevitável de quantias insustentáveis de dívidas.
Bananização da República: Empresa mineira Rio Tinto
a caminho de Moncorvo para explorar reservas de ferro.
De-bananização da República: Partidos da oposição na Madeira (do Bloco ao CDS)
unem-se num pacto comum para restaurar o poder da Assembleia e fazer frente ao PSD-Madeira.
No pântano: A recém formada Comissão de Recrutamento e Selecção da Administração Pública
é mais uma em que o presidente irá receber salário de Primeiro-Ministro, com os três vogais a receberem quase o mesmo, para além de outras mordomias.
EUROPA:
Rumores circulam de que um "grande plano"
está a ser concebido para redesenhar a estrutura da zona euro com o objectivo de conseguir uma maior integração de forma a resolver a crise. Considerando os suspeitos do costume à frente do projecto, é de temer o pior...
Os
sinais da produção europeia continuam péssimos e o desemprego na zona euro está num recorde de 11% (números oficiais, que pecam sempre por defeito) que indicam 17.4 milhões de desempregados.
ESPANHA:
Começam a soar as palavras doces
sobre um possível resgate, que afinal não será assim tão impossível nem assim tão mau como isso...
GRÉCIA:
Prisioneiros
a passar fome porque prisões estão sem comida depois de cortes no orçamento. Por agora a população está a ajudar a mantê-los alimentados.
CHIPRE:
Mais um dominó europeu que cai
e se prepara para um pedido de ajuda à UE para recapitalizar a banca ao som de 1800 milhões de euros.
BRASIL:
Admissão de que as expectativas de crescimento
vão ser menores, com o objectivo de 4% a ser posto de parte.