quinta-feira, 7 de junho de 2012

Notícias 6-5-2012: Migalhas em estágios, milhões em "irregularidades"

Não encontrei uma foto interessante, fica antes aqui um cozido à portuguesa


















PORTUGAL:

Portugal teve a segunda maior quebra de PIB no primeiro trimestre (2.2%) a seguir à Grécia.

Governo cria 2500 estágios na Administração Pública e irá baixar a TSU em 90% até um máximo de 175 euros para empresas que contratem jovens desempregados como parte do programa "Impulso", porque aparentemente ainda não temos precariedade e estágios da treta que cheguem.

Tribunal de Contas detecta 41 mil milhões de euros em irregularidades na execução orçamental, destacando-se “a autorização, pelo governo, da abertura de créditos especiais com contrapartida em passivos financeiros que, por constituírem receita não efectiva, careciam de autorização da Assembleia da República”.

Portugal é dos países desenvolvidos (usando o termo de forma generosa) onde o ensino superior mais pesa sobre o orçamento das famílias: "1934,83 euros no ano lectivo de 2010/2011, o que representa 22% da mediana do rendimento português."

Começam por cá também as sondagens sobre ir ou sair do euro, sendo que 72% responderam querer permanecer.

Pingo Doce volta aos descontos de 50%, desta vez com pretensões patrióticas.

Na luta: Médicos do SNS em greve a 11 e 12 de Julho por decisão da Ordem, SIM e FNM em defesa da Saúde, depois das notícias da criação dum concurso para serviços médicos por parte do Ministério da Saúde.

No pântano: Conselho de Redacção do Público foi reeleito depois de se demitir.
Portugal é dos países com menos combate à corrupção, com taxas de condenação de apenas 5%.


ESPANHA:

Rajoy quer o Fundo de Estabilidade a financiar as necessidades de recapitalização dos bancos para o salvar da ignomínia de ter de pedir um resgate, depois da subida dos juros da dívida indicarem que Espanha está agora isolada dos mercados internacionais. Necessidades realistas de capital da Espanha devem rondar os 370 a 450 mil milhões de euros.


FRANÇA:

Reforma aos 60 para trabalhadores com 41 anos de descontos é restaurada.


EUROPA:

Draghi, presidente do BCE, recusa-se a baixar taxas de juro abaixo dos 1%, diz que a crise do euro necessita duma solução política.

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