sábado, 16 de junho de 2012
Notícias 15&16-6-2012: Amanhã: eleições gregas; Apocalipse
PORTUGAL:
Bolseiros afinal já não precisarão de pagar IRS, depois de muitas danças a volta do assunto por parte do Ministério da Educação.
Emprego cai 4,2% no primeiro trimestre.
Refer agrava prejuízos para 164 milhões em 2011.
Estradas de Portugal diz não ter capacidade de manter os seus compromissos de construção e que a culpa das estimativas inflacionadas de utilização das PPPs é da crise.
PCP inicia moção de censura ao governo. BE apoia, PS mete-se de fora, chumbo é certo.
O polvo-vampiro: Vítor Gaspar torce o nariz ao projecto (mesmo assim muito limitado) de ajuda às famílias endividadas porque custaria 9 mil milhões, o que deixaria a banca muito triste.
CGD perdeu 1270 milhões em títulos desde o início da crise em 2008.
Comissão Europeia "lamenta" que Portugal tenha concedido auxílio ilegal ao BPN, mas não toma mais medidas. Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, não apoiou a liquidação do banco porque seria "perturbador" para a banca. Entretanto, nada disto interessa, porque o BPN já está praticamente eliminado da realidade.
Santander leva corte de rating devido aos problemas da casa-mãe.
Bananização da República: 54 tribunais irão fechar, abrem no seu lugar 27 extensões que servirão de ligação aos tribunais centralizados.
Lisboa a entrar em colapso nos serviços municipais com a imposição da troika de reduzir funcionários autárquicos. A face mais notável disto é a recolha de resíduos.
O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local acusa a Câmara Municipal de marcar faltas injustificadas ao trabalhadores que fizeram greve da recolha do lixo. Em questão estão pagamentos em atraso.
Gás e electricidade vão subir de preço, a continuar a estratégia de "incentivo" à passagem para os operadores privados.
GRÉCIA:
Eleições amanhã. Comprem pipocas e acompanhem aqui os acontecimentos conforme se desenrolam. Também podem ler o programa económico do Syriza aqui, se precisarem de queimar tempo ate Domingo.
ESPANHA:
FMI quer mais "desvalorização interna" e pede aumentos no IVA e baixa de salários da função pública. Moody's corta rating de regiões autónomas e várias empresas.
Cantiga espanhola muda de "nem que o mundo acabe vamos pedir ajuda" para "o mundo vai acabar se não nos ajudarem".
ITÁLIA:
Começam as privatizações à machadada para arranjar dinheiro à pressa.
GRÃ-BRETANHA:
Banco de Inglaterra vai injectar 100 mil milhões de libras para evitar (adiar?) contágio da crise europeia.
INTERNACIONAL:
Bancos centrais mundiais coordenam-se para injectar liquidez no sistema financeiro de forma a contrariar qualquer instabilidade causada pelas eleições gregas.
Cortes de rating na Holanda e França.
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