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| Das ruas da Grécia |
PORTUGAL:
Inscritos nos centros de emprego crescem para 648.018 pessoas, mais 92.471 do que no ano passado. Desemprego cresce mais rapidamente entre camadas com educação superior (35%). Contrastemos isto com a perda de receita do Estado de 4.3%, conforme o consumo se evapora e com ele os impostos, que sofreram uma redução de 5.3%. O desemprego sai caro. A Europa, no entanto, acha que o nosso ajustamento é "notável". A pergunta que fica é, "notável" para quem?
Estado emitiu 382 milhões de euros de dívida a quatro meses a taxas de juro de 2.168% e 1610 milhões a 12 meses com uma taxa de 3.652%. Ambas as taxas desceram em comparação com o leilão anterior.
Aumenta o crédito mal-parado, diminuí o crédito às famílias e empresas e crescem as poupanças privadas, tudo em linha com os receios de instabilidade presente e futura.
PCP, BE e alguns elementos do PS acusam o Governo de tomar uma opção ideológica na privatização dos estaleiros de Viana, criando previamente obstáculos artificiais para depois vender a privatização como solução única. Entretanto, Ministro da Defesa em visita aos estaleiros diz que actual modelo de Forças Armadas não é sustentável (são para privatizar também?), embora com um tom mais submisso do que o seu anterior "quem está mal muda-se".
Novo relato reconta a exigência de Sócrates de receber mais de 2 milhões de euros para a aprovação do Freeport. Seguro admite que Sócrates venha a testemunhar no âmbito do inquérito ao BPN.
Falando em BPN, o fosso vai ser cavado mais um bocado: o Estado vai responsabilizar-se pelos processos judiciais contra o banco, que já vão em 303 milhões de euros.
ESPANHA:
Crédito mal-parado aumenta na Espanha para 7.9% do total detido pelos bancos em Janeiro, 140 mil milhões de euros ao todo. Com um pouco de macro-análise podemos ver a forte relação entre o crédito mal-parado espanhol e a queda do PIB e aumento do desemprego devido à forte influência do crédito e sector imobiliário na economia espanhola.
ALEMANHA:
O Estado alemão vai apresentar até 2016 um Orçamento equilibrado e sem novas dívidas. Tal "vitória" é conseguida às custas dos trabalhadores e Estado social alemão, que sofrem cortes de cinco mil milhões. E, claro, às costas da miséria na periferia europeia que contribui com juros de empréstimos para os cofres dos governantes alemães.

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