quinta-feira, 22 de março de 2012

Comentário: Ninguém gosta de impostos

Ultimamente tem sido discutida a introdução de um imposto sobre as transacções financeiras na zona Euro. As chamadas taxas Tobin ou taxas Robin dos Bosques. Tais taxas procuram limitar os danos que um sistema financeiro desregulado e especulador provoca ao reduzir ou até eliminar os lucros de certas operações manipulativas, como as transferências ultra-rápidas feitas por computadores guiados por algoritmos automatizados. No entanto, tais taxas têm de ser abrangentes ou os mercados vão descobrir formas de lhes dar a volta, como aconteceu no caso da Inglaterra e França, onde a taxa até pode ter piorado a opacidade dos mercados ao levar os participantes a trocarem directamente entre si para evitarem pagar. Isto e mais no artigo da Der Spiegel:

"It is considered certain -- and desirable -- that a general tax would change practices in the financial industry. The European Commission, the EU's executive, forecasts that 15 percent of securities and 75 of derivative deals would be eliminated in the future because, with the new tax, they would simply not be profitable anymore."


Na Irlanda está a acontecer uma revolta dos contribuintes, que se recusam a pagar um imposto extraordinário que (embora supostamente para fins sociais) irá ser usado para pagar mais lixo dos bancos. O protesto está a ter taxas de participação de 85%.

"Urged on by promoters of a tax boycott, fully 85 percent of Irish homeowners have yet to pay a $130 property tax that is due March 31. The latest official figures show that just 225,000 property owners out of 1.6 million have paid (...)"

Uma táctica interessante e a considerar por parte dum outro país com uma população mais envelhecida, cujo ímpetos revolucionários se calhar já não passam por atirar cocktails molotov, à conta das artrites...



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