sexta-feira, 16 de março de 2012

Notícias 16-3-2012: O Mexia e o Mexilhão

Do artista Banksy


















PORTUGAL:

Detalhes da comissão do BPN são finalmente decididos, causando grande tensão entre o PS, PSD e a Presidente da Assembleia da República, que ameaçou demitir-se.

Lusoponte vai devolver os 4.4 milhões de euros, com juros. Supostamente a decisão já teria sido tomada em Julho, embora não tenham sido apresentadas provas. No Metro, a redução do número de carruagens está a criar uma situação insuportável de congestionamento, com as pessoas apinhadas no interior e até já se deram desmaios.

O pequeno Gaspar continua a fazer das suas. Investimentos que fazem parte do QREN irão ser analisados e todos aqueles que não estão a dar os resultados desejados serão cancelados e as verbas retidas pelo Ministério das Finanças, para despender posteriormente ao entendimento de Gaspar.

Em 2011 perderam-se os empregos de 16.000 funcionários públicos (2.9% do total). Este é mais um ponto onde o Governo se mostra ansioso por ir mais longe que a Troika, que apenas exigia 2% e só em 2012-14. No entanto, há outros a quem a Troika não assiste: António Mexia vai manter a sua remuneração fixa de 600.000€ ao ano, sem contar com remunerações extraordinárias. Ou como António Borges: depois de supervisionar as privatizações criminosas em curso, regressa ao confortável útero da Jerónimo Martins.

Enquanto uns se fazem milionários, o mexilhão sofre as consequências: Serviço Nacional de Saúde perdeu 153.000 doentes em Janeiro quando comparado com Janeiro de 2011. Confrontados com taxas moderadoras e medicamentos que não podem pagar, utentes evitam o SNS. Na esfera do trabalho, práticas antiquadas e tacanhas que equivalem horas de trabalho com produtividade acabam por ter o efeito contrário: por hora, a produtividade dos trabalhadores portugueses é de 65% da média europeia, apesar de serem dos que mais horas passam no trabalho.


ESPANHA:

Mercado imobiliário espanhol continua em queda livre.


ISLÂNDIA:

País paga antecipadamente primeiro reembolso ao FMI.


ALEMANHA:

Merkel não quer que mecanismo de resgate tenha mais de 500 mil milhões de euros, quer que o seu Ministro das Finanças Wolfgang Schäuble lidere o Eurogrupo. Se tal se vier a passar, será mais uma péssima notícia a vir da Europa, já que Wolfgang é um dos talibans da austeridade.


CHINA:

A China considera alguns incentivos "inovadores" e "competitivos" para controlar a corrupção de funcionários.

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