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| Do artista Banksy |
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PORTUGAL:
As exportações de Janeiro de 2012 apresentaram uma melhoria de 13.1% em relação às exportações no mesmo período em 2011 enquanto as importações cresceram 3.8%. Isto significa o desagravamento do défice comercial para um valor de -3.08 mil milhões de euros. No entanto, as empresas exportadoras queixam-se de que estão a haver atrasos cada vez maiores no reembolso do IVA.
Entretanto, a subida dos custos com a habitação, água, electricidade, gás e combustíveis representam uma inflação de 3.6% em Fevereiro quando comparado com Fevereiro de 2011.
Felizmente a crise não é para todos: a ASJP (Associação Sindical dos Juízes Portugueses) revela que os ministros e secretários de Estado de Sócrates fizeram uso indevido de cartões de crédito e que o Governo recusou colaborar para documentar os gastos ou fê-lo a contragosto. As informações vão agora ser enviadas para o Ministério Público.
Governo estuda como irão ser aplicadas as receitas do jogo online junto dos principais interessados. Valor de 250 milhões que tem sido mencionado diz respeito apenas à venda das licenças e não aos impostos sobre a actividade. Em Espanha, estes arrecadam 100 milhões por ano. Será o jogo online o famoso investimento na economia da informação?... Enquanto o futuro não chega, a incompetência está a matar os empregos que ainda existem, como o caso dos Estaleiros de Viana, onde existem encomendas mas os trabalhos estão parados por paralisia governamental.
Falando em emprego, acho interessante destacar este artigo do i, onde se faz uma comparação entre os salários da TAP e CGD contra os da CTT, ANA e Águas de Portugal. O que tem de interessante? Devo assinalar a forma como são aplicadas tácticas de "dividir para conquistar" com a proposição implícita de que os salários da TAP e CGD são altos demais (o que não defendo nem ataco), sem se oferecer qualquer análise entre a disparidade no trabalho e qualificações nessas empresas. A conclusão é clara: devemos nivelar por baixo, porque os trabalhadores que recebem mais estão com a mania. Enfim, apenas um exemplo do sub-contexto de algumas notícias.
Enquanto alguns se preocupam em olhar para a carteira do vizinho, os mercados viram as atenções para Portugal. Com a Grécia a ganhar tempo até ao próximo incumprimento, estamos agora na mira como o próximo dominó a cair.
GRÉCIA:
Yanis Varoufakis analisa o falhanço espectacular de todo o processo à volta do incumprimento da Grécia: os problemas estruturais não foram resolvidos, a Grécia continua com dívida à volta do pescoço e a austeridade ainda destrói a economia. Ao mesmo tempo, podemos espreitar mais detalhadamente o que espera a Grécia no futuro e algumas consequências para o resto da Europa deste falhanço colossal.
Numa esfera mais prática, um grego mostra-nos algumas das formas peculiares de protesto na Grécia, que por várias vezes envolvem atirar iogurte a políticos (inclusive existia uma lei que proibia explicitamente o atirar de iogurte durante a ditadura militar).
FRANÇA:
Com dificuldades em assegurar votos, Sarkozy vira-se cada vez mais para o voto fácil do eleitorado de direita, com ameaças de suspender Schengen, à semelhança da Alemanha há alguns dias atrás.
ALEMANHA:
País falhou em cumprir as suas próprias metas de austeridade de 2011 (apenas 4.7 mil milhões, 42% do total) e segue no mesmo caminho para 2012. Parece que a austeridade, como a lei, é "para os pequeninos".
COMENTÁRIO:
O investigador da universidade de Berkeley, Emmanuel Saez, revela alguns números assustadores da desigualdade galopante: na recuperação de 2010 nos Estados Unidos, 93% dos ganhos foram para o bolso dos 1%. Para estes os rendimentos cresceram 11.6%, enquanto que para os 99%, restaram uns míseros 0.2%. O artigo contêm outros números interessantes e a investigação original pode ser lida aqui.
Com a enxurrada de notícias do dia a dia, é fácil perder de vista o puzzle todo. Michael Pettis faz algumas previsões com base nas tendências económicas de longo prazo. De particular interesse para nós, é isto: apresenta o desintegrar do Euro e a saída dos sul da Europa como uma inevitabilidade. Quando tal acontecer, o peso da dívida forçará estes países ao incumprimento e irá mudar a carga do desemprego para o lado dos credores, principalmente a Alemanha. Quem semeia ventos...

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