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| Jean-Claude Juncker explica a estratégia europeia ao M. Economia espanhol |
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PORTUGAL:
Agora que temos tantas estradas, já não precisamos de comboios e portanto o Governo vai fechar 600 quilómetros de linhas. Para além de que quem anda de comboio não paga portagens e depois como é que a Brisa se mantêm rentável? Ia-me esquecendo: a pedinchar dinheiro ao Estado - Brisal exige indemnização de mil milhões pela quebra de rendimentos após introdução de portagens na A17.
Falando em promiscuidades público-privadas, Henrique Gomes, Secretário de Estado da Energia que procurava renegociar as rendas excessivas com empresas como a EDP, demitiu-se. Henrique enfrentava feroz oposição de Mexia e Vítor Gaspar à renegociação. O primeiro por motivos óbvios de manutenção do seu feudo, o segundo para evitar problemas na privatização da EDP.
Membros da CGD e grupo de advogados são acusados de ajudar a Sumol e Compal a fugir aos impostos durante o processo de fusão das duas empresas.
Enquanto esta roubalheira de milhões continua sem interrupção, o escrutínio sobre a carteira dos cidadãos com mais dificuldades aumenta: os centros de emprego vão passar a ter entrevistas de emprego acompanhadas para prevenir fraude. Quanto vai custar esta medida? Vai poupar dinheiro, ou acabar por custar mais do que a fraude que procura prevenir? O desempregado é tratado como um prisioneiro, mas o desemprego continua à solta: Portugal iguala a Irlanda nos números de desemprego, estando agora em segundo lugar. Só a Espanha está pior.
A grosseira desadequação do valor pago aos técnicos de avaliação de imóveis e os prazos irrealistas estão a começar a criar resistência. Peritagens são suspensas em Coimbra.
Finalmente, o ex-Primeiro Ministro da Grécia, Papandreou, depois de ter presidido a ruína do seu país, avisa Portugal que somos os seguintes. Não que tal já não seja óbvio: apenas Lisboa e Madeira possuem um PIB per capita acima da média europeia. O resto do país está entregue ao subdesenvolvimento.
EUROPA:
Comissário europeu Olli Rehn não irá reunir-se com a CGTP na sua vinda a Portugal, apenas com os sindicatos que alinham com a Troika, em mais uma atitude de desprezo pela democracia da parte das estruturas europeias.
Dilma Rousseff, Presidente brasileira, dá entrevista a autor de blog onde aborda várias questões relacionadas com a Europa e não só:
"Muitos países estão com graus de desemprego do ponto de vista político incompatível com sistemas democráticos abertos. A dívida grega não é financiável, assim como a de Portugal. Como conviver com nível de desemprego que chega a atingir 45% dos jovens? Destrói o tecido social, tira das pessoas a esperança."
ESPANHA:
Europa aceita as metas reduzidas do défice espanhol para 5.8%. O nosso querido Vítor Gaspar explica a lógica da coisa: o que conta é o défice para 2013, por isso 2012 é só uma espécie de passo intermédio. E para Portugal, não há passos intermédios? Parece que não, só há "um espaço fiscal inexistente".
FRANÇA:
Sarkozy ganha vantagem a Hollande depois de adoptar posições que procuram roubar votos tanto à esquerda como à direita.
ITÁLIA:
País entra em recessão.
GRÉCIA:
Visão das ruas da Grécia, onde o dia-a-dia se transformou numa escalada de miséria, com as ruas cheias de sem-abrigo, loja atrás de loja fechada e polícia de choque a fazer patrulha.

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