Rui Viana Pereira escreveu algumas notas pessoais sobre a sua participação na Universidade de Verão do CADTM, que se realiza bienalmente e onde transmitiu alguns dos pontos de vista do CADPP e da investigação publicada em Quem Paga o Estado Social em Portugal? e A Segurança Social É Sustentável.
A Universidade de Verão do CADTM é um lugar onde se adquirem conhecimentos sistematizados, através de seminários de formação, sujeitos a uma disciplina de trabalho. Uma escola de formação de militância avançada, portanto. Não é um congresso, não se trata de votar decisões e programas de acção.
Ler aqui: http://cadpp.org/content/notas-sobre-universidade-verao-cadtm-2013
sexta-feira, 5 de julho de 2013
sexta-feira, 28 de junho de 2013
Badalona, primeira cidade espanhola a declarar ilegítima a sua dívida
«Caros Companheiros,
ontem, terça-feira, 25 de Junho, vivemos um momento histórico: a cidade de Badalona, a pedido da moção apresentada em colaboração com o Grupo de Auditoria da Dívida de Badalona, é a primeira em todo o Estado (catalão e espanhol) a declarar ilegítima parte de sua dívida, reconhecendo que foi constituída sem responder aos interesses dos cidadãos. A moção foi apresentada pelo grupo Auditoria Cidadã da Dívida de Badalona em conjunto com ICV-EUiA, e foi apoiado por OIC e PSC, com a abstenção do PP. Especificamente, são declarados ilegítimos os juros dos empréstimos ICO, que o BCE cobra aos bancos a 1% e estes emprestam aos municípios a 5% ou mais para pagar fornecedores. A aprovação desta moção representa uma mudança de paradigma, uma vez que nenhuma administração pública havia declarado antes uma dívida como ilegítima.
O grupo Auditoria Cidadã da Dívida de Badalona interveio
ontem na Assembleia Municipal para denunciar a perversão do mecanismo da
dívida e identificar o golpe que envolve a dívida ilegítima contraída nas
costas dos cidadãos e contra os interesses destes. As instituições
financeiras que fizeram empréstimos ao Conselho Municipal de Badalona no âmbito
do Plano de Pagamento de “Proveedores”
estabeleceram juros de 5,54% em 2012, apesar de terem recebido esse dinheiro com
juros inferiores a 1% do Banco Central Europeu (entidade pública). Este
empréstimo ICO representa um benefício para as instituições financeiras
envolvidas de cerca de 2.098.000 em cada ano. Lembramos que este é dinheiro
público que passa para mãos privadas, portanto consideramos e denunciamos que este
sistema de financiamento é perverso, injusto e facilita a ditadura financeira e,
portanto, exigimos uma Auditoria Cidadã da Dívida para estabelecer que parte é
ilegítima e nos recusarmos a pagar. Denunciamos também que a democracia foi
sequestrada pelos mercados financeiros, como foi evidenciado com a reforma do
artigo 135 da Constituição, realizada em tempo recorde em Agosto de 2011 pelo
PSOE e o PP, que estabeleceram a obrigação de pagar dívida acima de qualquer
outra intervenção ou gasto social.
Para mais informações consulte:
O comunicado de imprensa que redigimos:
http://auditoriabdn.wordpress.com/2013/06/26/badalona-declara-il% C2% B7legitim-part-of-Seu-deutério
A moção apresentada e aprovada pelo Conselho da Cidade: http://auditoriabdn.wordpress.com/2013/06/26/text-de-la-mocio-que-declara-il%C2%B7legitim-part-del-deute-de-lajuntament-de-badalona/
O grupo de intervenção de Auditoria da Dívida na Câmara
Municipal:
http://auditoriabdn.wordpress.com/2013/06/26/hem-tornat-tal-i-com-vam-prometre/
De seguida, o eco da notícia nos média:
http://www.publico.es/457900/el-ayuntamiento-de-badalona-primera-institucion-publica-que-considera-ilegitima-parte-de-su-deuda
http://www.publico.es/457900/el-ayuntamiento-de-badalona-primera-institucion-publica-que-considera-ilegitima-parte-de-su-deuda
http://www.lavanguardia.com/local/barcelones-nord/20130626/54376993496/badalona-declara-ilegitimos-intereses-plan-proveedores.html
http://www.elperiodico.com/es/noticias/badalona/badalona-considera-ilegitimos-los-intereses-contraidos-por-ayuntamiento-con-entidades-financieras-privadas-2439118
http://www.badanotis.com/noticia.php?n=6763
http://www.elperiodico.com/es/noticias/badalona/badalona-considera-ilegitimos-los-intereses-contraidos-por-ayuntamiento-con-entidades-financieras-privadas-2439118
http://www.badanotis.com/noticia.php?n=6763
Agradecemos e felicitamos todas as pessoas, tanto do grupo Auditoria
Badalona como exteriores a ele, que colaboraram e tornaram possível de muitas maneiras
que ontem pudéssemos apresentar esta moção e dar um passo em frente contra o
capitalismo e a ditadura financeira que nos estrangula. Juntos, podemos!
# NoDebemosNoPagamos
# NoÉsLegítim
# 15M
# SíSePuede
#Seguimos
Grup Auditoria Badalona - AuditoriaBDN
NÃO devemos, NÃO pagamos!
Email: auditoriabdn@gmail.com »Texto original aqui: http://auditoriabdn.wordpress.com/2013/06/26/badalona-declara-il%C2%B7legitim-part-del-seu-deute/
quarta-feira, 29 de maio de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
Democracia ou dívida?
O debate decorreu com bastantes intervenções de pessoas que por ali passavam e mostrou ao vivo que sectores cada vez mais alargados da população (cerca de 40%, segundo algumas sondagens) reconhecem que esta dívida não é legítima – logo, não deve ser paga nem renegociada, mas sim suspensa, auditada e anulada.
Leia aqui um resumo das intervenções (dos oradores convidados e do público) no debate, extraído do site Democracia e Dívida.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Debate sobre democracia e dívida - domingo, dia 19 Maio, 11h
Os organizadores destes encontros estão a trabalhar para que eles aconteçam com regularidade, de preferência em locais e situações ligados à vida quotidiana da população.
O encontro anterior realizou-se a 27 de Abril, no Largo do Carmo (Lisboa) e contou com a presença de elementos da auditoria cidadã espanhola. Além de servir para esclarecer ideias e dúvidas sobre a dívida, este encontro confirmou o interesse em reunir e coordenar diferentes pessoas e organizações, provenientes de dentro e fora de Portugal, cada qual com a sua abordagem específica à questão da dívida.
Na página da «Democracia e Dívida» - http://democraciaedivida.wordpress.com/ - encontra vária documentação e notícias, de Portugal e de Espanha.
Acontecimento no Facebook.
Na página da «Democracia e Dívida» - http://democraciaedivida.wordpress.com/ - encontra vária documentação e notícias, de Portugal e de Espanha.
Acontecimento no Facebook.
Local: Largo Fontaínhas, em Alcântara (Lisboa), junto ao Largo do Calvário.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Portugal: Dívida impagável
A dívida pública é impagável! Esta foi a tónica comum do debate Democracia e Dívida que, no sábado 27 de Abril, juntou, no Largo do Carmo, em Lisboa, activistas portugueses e espanhóis contra a dívida e cidadãos interessados em fazerem perguntas, em darem respostas e em saberem mais sobre o assunto. O encontro permitiu a troca de ideias, de experiências e a partilha de posições diversas entre os que defendem a suspensão e a anulação da parte ilegítima da dívida pública, os que defendem a sua renegociação e os que defendem a anulação total da dívida pública.
E porque razão a dívida é impagável?
Vítor Lima, activista independente, explica que ela é impagável por causa dos juros especulativos que lhe estão associados. É que, complementa Martins Guerreiro, que participa na Iniciativa de Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC), a dívida existe desde a Mesopotâmia, mas a exploração através da dívida é muito mais recente e surge com a invenção dos juros pelo sistema capitalista. Segundo Vítor Lima, em 2012, cada cidadão pagou só de juros da dívida pública 754 euros o que, no conjunto, equivale a 4,4 por cento do PIB, e mesmo assim a dívida pública continua a aumentar, tendo atingido, nesse ano, em Portugal, 123,7% do PIB. Vítor Lima culpou a União Europeia (UE) fragmentada e as desigualdades norte-sul. Martins Guerreiro exemplificou com os critérios do BCE que financia os bancos a 1%, que por sua vez, emprestam esse dinheiro a juros de mercado – que podem atingir mais de 5% se o devedor for um Estado do Sul e que pouco ultrapassa os 0% se for do Norte.
Será então que vivemos acima das nossas possibilidades, como nos dizem? Será que estamos perante um complô? Será que vivemos uma fraude? Perguntaram vários cidadãos presentes.
As respostas surgiram de imediato. Esta crise é consequência de a banca internacional estar falida e, por essa razão, os bancos e os governos incentivaram ao consumo e à dívida, explicou uma activista. A dívida e as políticas de austeridade servem para resgatar essas falências; os Estados resolveram nacionalizar as perdas e privatizar os ganhos, rematou.
As respostas surgiram de imediato. Esta crise é consequência de a banca internacional estar falida e, por essa razão, os bancos e os governos incentivaram ao consumo e à dívida, explicou uma activista. A dívida e as políticas de austeridade servem para resgatar essas falências; os Estados resolveram nacionalizar as perdas e privatizar os ganhos, rematou.
Dívida ilegítima
Além de impagável, a dívida pública é, assim, ilegítima por três razões, concluiu Rui Viana Pereira, do Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP):
1) O devedor não tem informação suficiente sobre as condições e as contrapartidas relativas ao empréstimo concedido pela Troika (Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional (FMI)). Por exemplo, o conteúdo do memorando está em inglês ou foi traduzido tardiamente.
2) O devedor não usufrui do benefício da dívida contraída. A parcela concedida pelo FMI não serviu para pagar salários da função pública, mas foi entregue aos bancos.
3) O devedor não tem condições para pagar a dívida e, para o fazer, não pode morrer de fome.
As dívidas ilegítimas devem, então, ser pagas? Perguntaram. Temos de nos libertar dessa culpa que não existe, desse preceito moral que nos inculcaram e que não se aplica a dívidas ilegítimas que nos levam à miséria e à ruína, retorquiram.
1) O devedor não tem informação suficiente sobre as condições e as contrapartidas relativas ao empréstimo concedido pela Troika (Comissão Europeia, BCE e Fundo Monetário Internacional (FMI)). Por exemplo, o conteúdo do memorando está em inglês ou foi traduzido tardiamente.
2) O devedor não usufrui do benefício da dívida contraída. A parcela concedida pelo FMI não serviu para pagar salários da função pública, mas foi entregue aos bancos.
3) O devedor não tem condições para pagar a dívida e, para o fazer, não pode morrer de fome.
As dívidas ilegítimas devem, então, ser pagas? Perguntaram. Temos de nos libertar dessa culpa que não existe, desse preceito moral que nos inculcaram e que não se aplica a dívidas ilegítimas que nos levam à miséria e à ruína, retorquiram.
Para quê uma auditoria?
Identificar a parte ilegítima da dívida é um dos objetivos da auditoria cidadã que, explicou Martins Guerreiro, visa, em primeira instância, estudar a dívida pública e responder às perguntas que os cidadãos colocam sobre o assunto: saber se temos ou não de pagar a dívida; se a dívida é ou não legítima; se é ou não pagável; quais os mecanismos da dívida pública; como é que a dívida privada se transforma em dívida pública; quais as causas da dívida pública; são causas internas ligadas à corrupção, à evasão fiscal e à fuga ao fisco? São causas externas relacionadas com o BCE e com o capital financeiro?
A auditoria cidadã pode responder a todas essas perguntas, adianta Martins Guerreiro. Para Emma Avilès, da Plataforma para uma Auditoria Cidadã à Dívida (PACD) |1|, a auditoria é, por essa razão, um ponto de encontro de cidadãos e um exercício de aprendizagem democrático. Os cidadãos organizados de baixo para cima estudam colectivamente a dívida, aprendem a colaborar, construindo uma democracia mais participativa que gera formas de organização alternativas. A auditoria cidadã é assim uma ferramenta de educação, de aprendizagem e de mobilização social, que permite virar a relação de forças existente e fazer nascer uma outra sociedade, acabando, como diz Vítor Lima, com a existente falsa democracia, que nos considera abaixo de qualquer participação, e com um poder político subalterno às hierarquias neo-liberais internas e externas, que se demite de fazer cumprir as nossas necessidade colectivas, afirmou.
A auditoria cidadã pode responder a todas essas perguntas, adianta Martins Guerreiro. Para Emma Avilès, da Plataforma para uma Auditoria Cidadã à Dívida (PACD) |1|, a auditoria é, por essa razão, um ponto de encontro de cidadãos e um exercício de aprendizagem democrático. Os cidadãos organizados de baixo para cima estudam colectivamente a dívida, aprendem a colaborar, construindo uma democracia mais participativa que gera formas de organização alternativas. A auditoria cidadã é assim uma ferramenta de educação, de aprendizagem e de mobilização social, que permite virar a relação de forças existente e fazer nascer uma outra sociedade, acabando, como diz Vítor Lima, com a existente falsa democracia, que nos considera abaixo de qualquer participação, e com um poder político subalterno às hierarquias neo-liberais internas e externas, que se demite de fazer cumprir as nossas necessidade colectivas, afirmou.
Frente contra a dívida
Fizeram-se assim ouvir apelos à união de todos os cidadãos, movimentos e comités interessados no tema da dívida pública. Rui Viana Pereira salientou, a propósito, a urgência de existir uma frente de organizações complementares em torno do tema da dívida pública e lembrou que são necessários movimentos sociais que exerçam pressão constante no sentido da suspensão do pagamento da dívida pública. Martins Guerreiro frisou o contributo técnico e político que a IAC tenta dar e desafiou os cidadãos a organizarem-se como melhor souberem e entenderem para ajudarem a esclarecer a “urgência da situação”, como foi frisado por muitos dos cidadãos e activistas presentes, que apelaram à constituição de uma frente comum contra a dívida.
Notas
|1| A PACD nasce, em Espanha, em 2011 na sequência do movimento social dos indignados/15M.
publicado em http://cadtm.org/Portugal-Divida-impagavel
Site do evento Democracia e Dívida: http://democraciaedivida.wordpress.com/
Fotos
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Debate sobre democracia e dívida
Sábado, 27 de Abril, às 15H00, no Largo Carmo, em Lisboa
Democracia e Dívida é o tema do debate que se realiza no sábado, 27 de Abril, às 15H00, no Largo Carmo, em Lisboa. É um evento público, realizado em local público e orientado para o público.
O debate visa esclarecer e desmistificar os conceitos de Dívida e de Democracia, numa altura em que se celebra a Democracia e a Liberdade trazidas pelo 25 de Abril e em que Portugal, Espanha e vários outros países da Europa e do mundo vêm as suas Democracias e a qualidade de vida das suas populações ameaçadas, e será facilitado pelas intervenções de Emma Avilés, Manuel Martins Guerreiro, Rui Viana Pereira e Vítor Lima.
Emma Avilés está ligada ao Movimento 15M/Indignados, membro da Plataforma Auditoría Ciudadana de la Deuda (PACD). Emma será acompanhada por Jezabel Goudinoff e Javier Soraluce (ligados aos mesmos movimentos) explicando o que é a PACD, uma plataforma que junta os novos movimentos sociais e outras organizações temáticas e especializadas, e quais as relações entre a PACD e a Rede Internacional de Auditorias Cidadãs (ICAN); Manuel Martins Guerreiro, que participa na Iniciativa para uma Auditoria Cidadã à Dívida Pública (IAC), lembrará que a dívida apareceu nas relações humanas primeiro que o dinheiro, continuando a ser um mecanismo de domínio e de exploração do centro sobre as periferias; Rui Viana Pereira, que participa no Comité para a Anulação da Dívida Pública Portuguesa (CADPP), sublinhará que os juros da dívida pública são um mecanismo de saque dos rendimentos dos trabalhadores, sendo essa dívida totalmente ilegítima porque todas as funções sociais do Estado juntas custam menos do que os impostos e contribuições pagos pelos trabalhadores; Vítor Lima, economista, é autor do blogue Grazia Tanta, e frisará que a dívida não é um número mas sim um processo de empobrecimento colectivo que coloca em risco as nossas vidas e que, por essa razão, é imperioso mudar o sistema político que sustenta o processo.
Como surgiu a ideia deste debate?
A ideia surgiu no final do mês de Março quando um conjunto de activistas dos movimentos sociais portugueses consideraram importante trazer a informação sobre a Dívida directamente para o centro do espaço público. Sete contactos de email depois, a iniciativa ficou acordada, sendo lançada a 4 de Abril.
Quem organiza este debate?
A sessão é organizada por um conjunto de promotores iniciais (João, Nuno, Teresa, e Tiago), por facilitadores que eles convidaram (Emma, Jeza, Javi Manuel, Rui e Vitor), e pelo público que estiver presente. A organização do debate é apartidária e todos os oradores participam a título individual.
Como decorrerá o evento?
Localização e data: Largo do Carmo, Lisboa, 27 de Abril
15:00 – Sessão de esclarecimento: intervenções dos convidados de 10 a 15 minutos.
17:00 – Intervalo.
17:30 – Discussão colectiva de ideias e contributos passados e futuros relacionados com a participação e mobilização.
15:00 – Sessão de esclarecimento: intervenções dos convidados de 10 a 15 minutos.
17:00 – Intervalo.
17:30 – Discussão colectiva de ideias e contributos passados e futuros relacionados com a participação e mobilização.
Mais informações:
Local:
Largo Carmo, em Lisboa
terça-feira, 9 de abril de 2013
Éric Toussaint em Tunes: «É preciso desobedecer aos credores e recusar o pagamento de dívidas ilegítimas!»
Estamos perante um momento histórico! A coligação de partidos tunisinos da oposição de esquerda laica, a Frente Popular (que reagrupa onze formações políticas), organizou, a 23 e 24 de Março de 2013, uma reunião com representantes de partidos políticos progressistas da região do Mediterrâneo, com o objectivo de reivindicar, em conjunto, a anulação das dívidas odiosas e ilegítimas dos Estados do Sul e do Norte do Mediterrâneo. Foram dois meios dias de trabalho, que resultaram numa declaração final. Os trabalhos terminaram com a realização de uma grande conferência pública, que reuniu mil participantes e o conjunto das forças de esquerda, presentes no encontro, em torno de uma luta agora comum.
Ler continuação aqui: http://cadtm.org/Eric-Toussaint-em-Tunes-E-preciso
quinta-feira, 28 de março de 2013
Disciplina bancária, mera ilusão de óptica!
«A suposta capacidade de os bancos e de outros investidores institucionais se autorregularem é apenas uma forma de atirar areia para os olhos, permitindo que façam o que lhes apetece. Alan Greenspan, governantes dos países industrializados, um exército de especialistas e de comentadores financeiros, verdadeiros ilusionistas, tomam os cidadãos por cretinos e repetem a fábula da autorregulação dos mercados até à náusea.»
Leia aqui a 7ª parte da série «Bancos contra Povos: os bastidores de um jogo manipulado!» por Éric Toussaint
terça-feira, 26 de março de 2013
O eterno retorno das oligarquias
Dívida e democracia: A conexão foi quebrada?
por Michael Hudson
A dívida é uma escravidão. Vai destruir todos, se não a fizerem parar
O Livro V da Política de Aristóteles descreve a eterna transição das oligarquias, que se convertem elas mesmas em aristocracias hereditárias – que terminam por ser derrubadas por tiranos ou desenvolvem rivalidades internas, quando algumas famílias decidem “cercar a multidão” no campo delas e abrem caminho para a democracia, dentro da qual uma oligarquia reemerge, seguida de aristocracia, depois democracia, sempre, ao longo da história.
A principal dinâmica que move essas derivas é a dívida – sempre com novas viradas e mudanças. A dívida polariza a riqueza, para criar uma classe de senhores do crédito, cujo governo oligárquico termina quando novos líderes (para Aristóteles, “tiranos”) ganham apoio popular porque cancelam as dívidas e redistribuem a propriedade, ou assumem, para o Estado, o usufruto da propriedade.
Contudo, desde o Renascimento, os banqueiros passaram a garantir apoio político às democracias. Não que isso reflita alguma convicção igualitária, ou convicções políticas liberais, mas, sim, porque os banqueiros entenderam que, nas democracias, seus empréstimos estão mais bem garantidos. Como James Steuart explicou em 1767, os empréstimos reais continuaram a ser negócio privado, muito mais do que dívidas públicas. Para que a dívida do soberano e o dever de pagá-la fossem distribuídos para toda a nação, os representantes eleitos criariam impostos, com os quais se pagariam os juros e encargos das dívidas dos reis.
Continuar a ler no CADTM: http://cadtm.org/Divida-e-democracia-A-conexao-foi
por Michael Hudson
A dívida é uma escravidão. Vai destruir todos, se não a fizerem parar
O Livro V da Política de Aristóteles descreve a eterna transição das oligarquias, que se convertem elas mesmas em aristocracias hereditárias – que terminam por ser derrubadas por tiranos ou desenvolvem rivalidades internas, quando algumas famílias decidem “cercar a multidão” no campo delas e abrem caminho para a democracia, dentro da qual uma oligarquia reemerge, seguida de aristocracia, depois democracia, sempre, ao longo da história.
A principal dinâmica que move essas derivas é a dívida – sempre com novas viradas e mudanças. A dívida polariza a riqueza, para criar uma classe de senhores do crédito, cujo governo oligárquico termina quando novos líderes (para Aristóteles, “tiranos”) ganham apoio popular porque cancelam as dívidas e redistribuem a propriedade, ou assumem, para o Estado, o usufruto da propriedade.
Contudo, desde o Renascimento, os banqueiros passaram a garantir apoio político às democracias. Não que isso reflita alguma convicção igualitária, ou convicções políticas liberais, mas, sim, porque os banqueiros entenderam que, nas democracias, seus empréstimos estão mais bem garantidos. Como James Steuart explicou em 1767, os empréstimos reais continuaram a ser negócio privado, muito mais do que dívidas públicas. Para que a dívida do soberano e o dever de pagá-la fossem distribuídos para toda a nação, os representantes eleitos criariam impostos, com os quais se pagariam os juros e encargos das dívidas dos reis.
Continuar a ler no CADTM: http://cadtm.org/Divida-e-democracia-A-conexao-foi
sexta-feira, 15 de março de 2013
Até o FMI admite…
Em Outubro de 2012, o FMI forneceu uma chave para entender o aprofundamento da crise na Europa. O seu gabinete de estudos veio dizer que cada euro de redução da despesa pública provoca uma redução do Produto Interno Bruto (PIB) entre 0,9 e 1,7 euros.
6ª parte da série «Bancos contra Povos: os bastidores de um jogo manipulado!», por Éric Toussaint.
Ler aqui: http://www.cadpp.org/content/ate-fmi-admite
6ª parte da série «Bancos contra Povos: os bastidores de um jogo manipulado!», por Éric Toussaint.
Ler aqui: http://www.cadpp.org/content/ate-fmi-admite
terça-feira, 12 de março de 2013
"A Grécia deve suspender unilateralmente o pagamento da sua dívida"
Éric Toussaint* em entrevista ao diário grego Efsyn: "A Grécia deve suspender unilateralmente o pagamento da sua dívida". Na sua opinião, só um governo determinado, que se apoie no povo, poderá obter uma solução para o problema da dívida. Em seu entender, a SYRIZA não deve assumir uma posição moderada.
- A Grécia parece estar no centro da crise da dívida. Disse que o povo grego, estando no centro da crise, está também no epicentro da solução para essa crise. O que quer dizer com isto?
Éric Toussaint - É claro que toda a Europa vive uma crise profunda. A classe capitalista e a Comissão Europeia, que actua em seu nome, desencadearam um terrível ataque contra o povo. A Grécia está no centro dessa crise, mas também no centro da resistência a esse ataque. Países como a Irlanda, Portugal e Espanha, mas também a Roménia e a Bulgária, etc. são vítimas desse ataque.
No entanto, a Grécia está no centro porque representa o início de uma nova fase da crise, devido à implementação do memorando de entendimento, em Maio de 2010, mas também devido à resistência do povo grego. Estou ao corrente do que se passou na última greve geral de 20 de Fevereiro 2013, que foi muito importante. Milhões de pessoas em toda a Europa e noutros continentes seguem atentamente as formas de resistência da Grécia. Fazemos todos os esforços para promover uma cooperação pan-europeia entre os movimentos de luta, a fim de construir uma ampla resistência capaz de virar a maré. É muito difícil que os cidadãos de um país enfrentem sozinhos o ataque.
- A Grécia parece estar no centro da crise da dívida. Disse que o povo grego, estando no centro da crise, está também no epicentro da solução para essa crise. O que quer dizer com isto?
Éric Toussaint - É claro que toda a Europa vive uma crise profunda. A classe capitalista e a Comissão Europeia, que actua em seu nome, desencadearam um terrível ataque contra o povo. A Grécia está no centro dessa crise, mas também no centro da resistência a esse ataque. Países como a Irlanda, Portugal e Espanha, mas também a Roménia e a Bulgária, etc. são vítimas desse ataque.
No entanto, a Grécia está no centro porque representa o início de uma nova fase da crise, devido à implementação do memorando de entendimento, em Maio de 2010, mas também devido à resistência do povo grego. Estou ao corrente do que se passou na última greve geral de 20 de Fevereiro 2013, que foi muito importante. Milhões de pessoas em toda a Europa e noutros continentes seguem atentamente as formas de resistência da Grécia. Fazemos todos os esforços para promover uma cooperação pan-europeia entre os movimentos de luta, a fim de construir uma ampla resistência capaz de virar a maré. É muito difícil que os cidadãos de um país enfrentem sozinhos o ataque.
quarta-feira, 6 de março de 2013
A Crise da Dívida
Já saiu a tradução em português:
Ed. Temas e Debates, 2013
AAA… Esta é a avaliação máxima atribuída pelas agências de notação financeira, etiqueta preciosa de boa gestão que obceca os governos que desejam inspirar confiança aos mutuantes e aos especuladores. Para salvarem o seu triplo A, os dirigentes europeus, com a colaboração da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional, violando os direitos humanos, impõem aos seus povos austeridade e regressão social.
Os autores analisam a crise e as medidas aplicadas desde a sua eclosão, repudiando a lógica neoliberal que protege os responsáveis e obriga os povos que dela são vítimas a pagar os custos. Uma auditoria completa da dívida pública é a única solução para determinar a sua parte ilegítima, que deve ser anulada. Libertos assim do fardo da dívida, os europeus poderão sair da crise levando a cabo uma outra política que não seja a de austeridade, perigosa e injusta, que hoje se encontra em vigor.
Auditar-Anular-Alternativa política, eis o AAA que os autores desta obra propõem, o dos povos e não o das agências de notação. Para eles, só uma luta social intensa permitirá essa mudança, uma alteração radical da lógica à altura do que está em jogo.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
Ataques neonazis na Grécia
O agravamento permanente da crise económica e social permite que a extrema-direita demonize os estrangeiros (imigrantes, cidadãos que pedem asilo), utilizando o antissemitismo como forma de encontrar bodes expiatórios e de criar uma cortina de fumo em torno das verdadeiras causas dos problemas enfrentados pelo povo grego. A cura brutal de austeridade imposta pela Troika ao povo grego leva muitos gregos desorientados a enveredarem por novas vias que os iniciam nos sentimentos obscuros do fascismo.
Ler comunicado do CADTM Internacional em: http://cadpp.org/content/ataques-neonazis-grecia-comunicado-cadtm-internacional
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Bancos, gigantes de pés de barro
5ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado» por Eric Toussaint.
Nesta secção da série estudam-se os mecanismos de financiamento dos bancos. Desde o branqueamento de dinheiro da droga até operações de short-selling, trading de alta frequência, empréstimos com garantias inexistentes, etc. E, como sempre, o beneplácito dos governantes perante toda a espécie de especulações obscenas, capazes de reduzirem as populações à miséria em escassas fracções de segundo.
Nesta secção da série estudam-se os mecanismos de financiamento dos bancos. Desde o branqueamento de dinheiro da droga até operações de short-selling, trading de alta frequência, empréstimos com garantias inexistentes, etc. E, como sempre, o beneplácito dos governantes perante toda a espécie de especulações obscenas, capazes de reduzirem as populações à miséria em escassas fracções de segundo.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Socializar o sistema bancário – uma necessidade imperiosa
Embora o governo britânico tenha aprovado uma nova regulamentação para o sector bancário e financeiro e toda a Europa discuta as soluções possíveis para «pôr na ordem» os especuladores financeiros, a única proposta capaz de pôr um ponto final na socialização das dívidas e desvarios da banca é... a socialização da banca na sua totalidade.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Descida ao mundo viciado dos bancos
Nesta 4ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado», Eric Toussaint explica-nos alguns dos mecanismos essenciais de dominação económica dos bancos. Ao longo desta descida aos infernos da usura vamos compreendendo a estranha forma como, por exemplo, os bancos conseguem ganhar dinheiro com o facto de os seus clientes já não terem dinheiro para pagar a hipoteca da casa que compraram a crédito. Não nos é difícil extrapolar do consumidor-devedor para o estado-devedor...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Marrocos entra no carrossel da dívida
Marrocos entrou no carrossel da dívida pública. Já recebeu o menu do FMI com todos aqueles acepipes nossos conhecidos, de austeridade e pilhagem dos bens públicos. O Estado marroquino, aprendendo com o que se tem passado nos países do outro lado do Mediterrâneo, já pôs em marcha medidas brutais de repressão e intimidação contra a população em geral e os activistas contra a dívida em particular.
Ver notícia completa: ATTAC Marrocos denuncia a ofensiva generalizada
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Conferência/debate: Quem paga o Estado Social?
Conferência/debate sobre "Quem Paga o Estado Social em Portugal?"
Raquel Varela, Renato Guedes e Rui Viana Pereira.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro, 14 horas.
FLUL - Anfiteatro III
Raquel Varela, Renato Guedes e Rui Viana Pereira.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro, 14 horas.
FLUL - Anfiteatro III
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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Se um banco é grande demais para falir, ele é grande demais para ser privado
Entrevista a Raquel Varela no Jornal Económico: http://tv.economico.sapo.pt/ (emitida em 8 Janeiro 2012)
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