quarta-feira, 6 de março de 2013

A Crise da Dívida

Já saiu a tradução em português:


A Crise da Dívida de Damien Millet , Eric Toussaint
Ed. Temas e Debates, 2013

AAA… Esta é a avaliação máxima atribuída pelas agências de notação financeira, etiqueta preciosa de boa gestão que obceca os governos que desejam inspirar confiança aos mutuantes e aos especuladores. Para salvarem o seu triplo A, os dirigentes europeus, com a colaboração da Comissão Europeia e do Fundo Monetário Internacional, violando os direitos humanos, impõem aos seus povos austeridade e regressão social.

Os autores analisam a crise e as medidas aplicadas desde a sua eclosão, repudiando a lógica neoliberal que protege os responsáveis e obriga os povos que dela são vítimas a pagar os custos. Uma auditoria completa da dívida pública é a única solução para determinar a sua parte ilegítima, que deve ser anulada. Libertos assim do fardo da dívida, os europeus poderão sair da crise levando a cabo uma outra política que não seja a de austeridade, perigosa e injusta, que hoje se encontra em vigor.

Auditar-Anular-Alternativa política, eis o AAA que os autores desta obra propõem, o dos povos e não o das agências de notação. Para eles, só uma luta social intensa permitirá essa mudança, uma alteração radical da lógica à altura do que está em jogo.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Ataques neonazis na Grécia

O agravamento permanente da crise económica e social permite que a extrema-direita demonize os estrangeiros (imigrantes, cidadãos que pedem asilo), utilizando o antissemitismo como forma de encontrar bodes expiatórios e de criar uma cortina de fumo em torno das verdadeiras causas dos problemas enfrentados pelo povo grego. A cura brutal de austeridade imposta pela Troika ao povo grego leva muitos gregos desorientados a enveredarem por novas vias que os iniciam nos sentimentos obscuros do fascismo.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Bancos, gigantes de pés de barro

5ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado» por Eric Toussaint.
Nesta secção da série estudam-se os mecanismos de financiamento dos bancos. Desde o branqueamento de dinheiro da droga até operações de short-selling, trading de alta frequência, empréstimos com garantias inexistentes, etc. E, como sempre, o beneplácito dos governantes perante toda a espécie de especulações obscenas, capazes de reduzirem as populações à miséria em escassas fracções de segundo.



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Socializar o sistema bancário – uma necessidade imperiosa

Embora o governo britânico tenha aprovado uma nova regulamentação para o sector bancário e financeiro e toda a Europa discuta as soluções possíveis para «pôr na ordem» os especuladores financeiros, a única proposta capaz de pôr um ponto final na socialização das dívidas e desvarios da banca é... a socialização da banca na sua totalidade.



segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Descida ao mundo viciado dos bancos

Nesta 4ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado», Eric Toussaint explica-nos alguns dos mecanismos essenciais de dominação económica dos bancos. Ao longo desta descida aos infernos da usura vamos compreendendo a estranha forma como, por exemplo, os bancos conseguem ganhar dinheiro com o facto de os seus clientes já não terem dinheiro para pagar a hipoteca da casa que compraram a crédito. Não nos é difícil extrapolar do consumidor-devedor para o estado-devedor...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Marrocos entra no carrossel da dívida


Marrocos entrou no carrossel da dívida pública. Já recebeu o menu do FMI com todos aqueles acepipes nossos conhecidos, de austeridade e pilhagem dos bens públicos. O Estado marroquino, aprendendo com o que se tem passado nos países do outro lado do Mediterrâneo, já pôs em marcha medidas brutais de repressão e intimidação contra a população em geral e os activistas contra a dívida em particular.

Ver notícia completa: ATTAC Marrocos denuncia a ofensiva generalizada

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Conferência/debate: Quem paga o Estado Social?



Conferência/debate sobre "Quem Paga o Estado Social em Portugal?"
Raquel VarelaRenato Guedes e Rui Viana Pereira.
Quinta-Feira, 7 de Fevereiro, 14 horas.
FLUL - Anfiteatro III
Evento facebook

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Pagar ou suspender a dívida pública portuguesa?

O Estado recapitalizou há dias o banco Banif com 1,1 mil milhões de euros. Este dinheiro vai ser aplicado pelo Banif em títulos da dívida pública – ou seja, o dinheiro público saiu do bolso da população para ir produzir uma renda em benefício de um banco privado. Ora, os títulos da dívida portuguesa estão a render 57% do seu valor nominal – um recorde mundial que nos permite perceber por que andam os governos dos países fortes da Europa a dar palmadinhas nas costas ao Governo português.

domingo, 30 de dezembro de 2012

A maior ofensiva contra os direitos sociais levada a cabo desde a Segunda Guerra Mundial à escala europeia

3ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!», por Eric Toussaint.
Por toda a parte no mundo, o Capital lançou uma ofensiva contra o Trabalho. É na Europa que, desde 2008, a ofensiva assume uma forma mais sistemática, a começar pelos países da periferia. Embora os bancos (e o capitalismo enquanto sistema) sejam responsáveis pela crise, são sistematicamente protegidos. Por toda a parte, o reembolso da dívida pública serve de pretexto para os governos justificarem uma política de ataque aos direitos económicos e sociais da esmagadora maioria da população. Se os movimentos sociais quiserem enfrentar vitoriosamente esta ofensiva devastadora, têm de atacar a questão da dívida pública, a fim de retirarem ao poder o seu argumento principal.

Ler continuação aqui: http://www.cadpp.org/content/maior-ofensiva-contra-direitos-sociais-levada-cabo-desde-segunda-guerra-mundial-escala

O BCE e o Fed ao serviço dos grandes bancos privados (2ª parte)

Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!  (1ª parte)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O BCE e o Fed ao serviço dos grandes bancos privados

2ª parte da série «Bancos contra povos: os bastidores de um jogo manipulado!», por Eric Toussaint.

Em 2012, os bancos, a nadarem em liquidez, compraram grandes quantidades de títulos de dívida pública dos seus países. O BCE parecia ter descoberto a solução – o dinheiro emprestado aos bancos era, em parte, utilizado na compra de títulos de dívida pública de Estados da zona euro. É fácil de ver que, do ponto de vista do interesse da população dos países em questão, teria sido necessário adoptar uma abordagem completamente diferente: o BCE deveria emprestar directamente aos Estados a menos de 1% (como acontece com os bancos privados desde maio de 2012) ou mesmo sem juro. Dever-se-ia também socializar os bancos, sob controlo cidadão.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Os Números da Dívida 2012


Via Internet, o CADTM pôs à disposição do público a sua publicação Os Números da Dívida 2012, actualizada e acrescentada pelos autores – Damien Millet, Eric Toussaint e Daniel Munevar. Esta obra, actualizada todos os anos, fornece-nos dados numéricos preciosos sobre a crise mundial da dívida. Pode ser livremente descarregada para uso pessoal. Pode ser colocada noutros sites, na condição de ser enviada nota aos autores e fornecida uma ligação para o sítio www.cadtm.org. Pode ser reproduzida e impressa com fins estritamente não comerciais.
Para descarregar o livro ou lê-lo online, visite: http://cadtm.org/Os-numeros-da-divida-2012



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O que acontece se não pagarmos a dívida?



António Garcia Pereira, a convite do Grupo de Estudos Políticos, que funciona no âmbito do Curso de Ciência Política e Relações Internacionais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 21 de Novembro 2012.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A maior carga policial desde os anos 1990

Segundo declarações de um elemento da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) ao Jornal de Notícias, os trabalhadores sofreram a maior carga policial verificada no centro de Lisboa desde 1990. No momento em que escrevemos estas linhas chegam-nos notícias de crianças, idosos, pessoas em cadeiras de rodas que foram agredidas a eito. Além da carga de bastonada e dos cães, a polícia fez vários disparos de armas de fogo na Av. D. Carlos (Lisboa), para onde fugiu uma parte dos manifestantes.

Ler o resto em http://cadpp.org/node/368


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Todo Estado social depende de um pacto social. O nosso já foi rasgado

Breve história da génese e natureza das funções sociais do Estado. Os poderes públicos e as tendências neoliberais tentam fazer passar uma versão branqueada destes dois aspectos, para melhor aplicarem a política de privatização do Estado-providência.

Este artigo faz parte do dossier do CADPP sobre o Estado-providência.

Ler aqui: http://www.cadpp.org/node/367

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O paradigma deste governo: saque generalizado dos bens públicos

Os responsáveis pelos poderes públicos entraram numa fase discursiva mais clara e radical – a defesa de um «novo paradigma» de Estado. A esta nova fase do poder deveria corresponder uma nova fase de luta dos movimentos sociais – igualmente frontal, igualmente agressiva, igualmente radical.

Ler continuação aqui: http://cadpp.org/node/364

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A dívida «pública» não é da responsabilidade dos trabalhadores




A chamada «dívida pública» do Estado português é na verdade, e na totalidade, um conjunto de dívidas privadas que foram socializadas. Não cabe aos trabalhadores pagar essa dívida – nem directa nem indirectamente. Não faz qualquer sentido colocar a questão da legitimidade pública duma dívida privada.

O conceito de «dívida ilegítima» tem causado algum embaraço em certos sectores da militância contra o pagamento da dívida pública. Este conceito, frequentemente referido por organizações cívicas, dirigentes políticos de esquerda e académicos, tem provocado dúvidas, hesitações e até a paralisia da militância – e portanto da acção pública.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Orçamento do Estado para 2013 (parte 1): o significado do reajuste económico

Existe uma regra empírica simples para perceber o que pretende o governo fazer com as nossas vidas. Quando ele nos promete que a nossa situação vai melhorar, provavelmente está a mentir. Por outro lado, quando diz que a situação vai piorar é quase certo que está a falar verdade; quando muito, peca por defeito. A segunda situação, tendo o inconveniente de nos dizer que estamos em maus lençóis, tem a vantagem de nos facilitar a compreensão do que nos espera. O problema é que, infelizmente, encontramo-nos neste momento diante dessa situação.

Ler continuação em: http://cadpp.org/node/360

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Grécia-Alemanha: quem deve a quem? (2)

A Grécia, à semelhança de todos os países periféricos europeus, encontra-se numa situação de endividamento, de desastre social com traços de tragédia humanitária e de limitação de soberania – uma situação comparável em muitos aspectos à da Alemanha no pós-guerra.

Nesta série de artigos Eric Toussaint analisa e compara os procedimentos e tratados aplicados à Grécia e à Alemanha, enquanto países devedores. Este segundo artigo descreve alguns aspectos do mecanismo de acumulação capitalista assente no endividamento do Estado e na privatização dos bens colectivos, à custa do povo grego.

Detentores estrangeiros (quase exclusivamente bancos estrangeiros e outras sociedades financeiras) dos títulos da dívida grega (finais de 2008)
Ler o artigo de Eric Toussaint aqui: http://cadpp.org/node/359

Quem paga o estado social?