PORTUGAL:
Lucros da Caixa Agrícola
caem para 22,5 milhões (26%) no primeiro semestre.
Na luta: ASPP
exige que todos os polícias sejam incluídos nas novas tabelas remuneratórias para aceitar alterações do estatuto profissional.
Os números da crise: Volume de negócios
cai 3,2% em Junho, vendas no mercado interno caem 8% (sucesso da desvalorização interna!).
Bananização da República: Depois de cortar no financiamento do Ensino público, governo
mantêm o do privado inalterado.
MAC com
dificuldades em manter reservas do banco de leite devido a cortes.
Investigadores
vêem financiamento estrangulado pela Lei dos Compromissos, mesmo quando as verbas são originárias de parceiros estrangeiros e não têm qualquer impacto no Orçamento de Estado.
No pântano: Governo rescinde contracto com RPP Solar, empresa que se dispôs a construir núcleo de fábricas de painéis solares em Abrantes. Governo
pede 1.052 milhões de volta. Empresário diz que
nunca chegou a receber dinheiro nenhum e que, por desconfiança dos interesses instalados no governo, nem sequer chegou a revelar toda a documentação sobre o projecto (como fontes de financiamento e clientes) porque esperava que fossem parar às mãos da competição. Projecto vai avançar.
Tribunal de Contas diz que 20 milhões gastos pela Parque Escolar
foram pagamentos ilegais.
16 membros do governo
custam 200 mil euros anuais em subsídios de alojamento.
ESPANHA:
Número de insolvências
aumentou 28,6% no segundo trimestre em relação a 2011 para o valor mais alto de sempre. Empresas são mais afectadas (2.026).
IVA
vai subir para 21% a 1 de Setembro. Taxas mais reduzidas de 4% são eliminadas principalmente nos sectores de Educação, Saúde e Cultura.
Governo
é acusado de purga nos media contra jornalistas críticos da actuação do PP (soa familiar a um outro país ibérico).
ALEMANHA:
Políticos
começam a dar o braço a torcer à mutualização da dívida europeia perante o comboio desgovernado de nome euro (desde que haja "rigoroso controlo orçamental comum", claro está).
EUROPA:
França, Holanda, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Finlândia e Áustria
estão todas a financiar-se a curto prazo a taxas de juro negativas.
Preparam-se planos para
união bancária a apresentar a 11 de Setembro.
Entretanto, Draghi, Draghi, Draghi (e um bocado de Monti). A dupla de italianos é o centro da especulação do momento.
São um par génios diplomáticos que estão a mandar abaixo, um por um, os opositores dum papel expandido do BCE? Andam só a dar conversa para ganhar tempo, sabendo perfeitamente que o bloco nórdico
nunca permitirá um BCE com poder de compra ilimitado (apenas para a dívida de curto prazo, neste caso)? Ou estão a ganhar tempo para um plano maior de integração, às custas não só deste
bluff mas também do suor austero da periferia?
Aceitam-se apostas.