sexta-feira, 25 de maio de 2012

Notícias 25-5-2012: Pequenas vitórias, maiores batalhas a vir



















PORTUGAL:

Troika pede mais flexibilidade salarial para resolver o desemprego...

Mais detalhes sobre as ideias do PSD para ajudar quem não consegue pagar o empréstimo da casa.

Administração do Metro do Porto demite-se, alegando indecisão quanto ao futuro da empresa por parte do governo.

Os produtores que alimentam o Pingo Doce já estão a ser pressionados para pagar a factura das promoções extravagantes, com tentativas de aumentar margens de lucro entre 2 a 3.5% por parte da cadeia de supermercados.

A luta: Sindicalistas da Frente Comum reuniram-se em frente ao Ministério das Finanças (que ainda tentaram invadir) em protesto contra o corte de direitos e subsídios e pela reabertura das negociações. É feita uma menção ao protesto do CADPP em solidariedade com a Grécia (dia 17 de Junho).
Entretanto,  espera-se que trabalhadores de câmaras municipais que tiveram de devolver valorizações salariais de promoções de 2009 e 2010 ganhem os processos em tribunal, como já sucedeu em alguns casos.
O Tribunal Administrativo e Fiscal declarou inconstitucional a interrupção da contagem de tempo de serviço que impediu a progressão de carreira dos professores.
CP continua em greve para fazer valer o pagamento do trabalho em dias de descanso e feriados por inteiro.

Bananização da República: Termina a aquisição de 40% da REN por companhias chinesas e omãs. Na segunda metade do ano passado, Portugal foi o terceiro país da UE com maior aumento do custo da electricidade (12.9%).

No pântano: Público revela a narrativa completa das pressões de Miguel Relvas ao jornal e adjunto do ministro demite-se depois de terem sido descobertos contactos via telemóvel entre este e Jorge Silva Carvalho.
As recentes fugas de nomes para a imprensa de personalidades envolvidas na Operação Monte Branco são apontadas pelos investigadores como uma forma de avisar os visados para destruírem provas.


ESPANHA:

É confirmado um pedido de ajuda estatal de 19 mil milhões de euros por parte do Bankia e a S&P corta-lhe o rating (e a outros dois bancos).


ALEMANHA:

Alemanha prepara plano de seis pontos para os países da zona euro em dificuldades que envolve transformar essas nações em pequenas repúblicas das bananas, fazendo-as imitar o sistema laboral alemão "flexível", aumentando as privatizações, mercantilizando ainda mais o ensino e adoptando um sistema de impostos à paraíso fiscal.


EUROPA:

Os indicadores de compras de bens e serviços da indústria europeia continuam a cair de cabeça, incluindo os da Alemanha (se bem que mais lentamente), espelhando o término das medidas de curto prazo de apoio à economia e a continuação do impasse político. Agarrem-se bem.

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