terça-feira, 15 de maio de 2012
Notícias 15-5-2102: Como comer a própria cauda
PORTUGAL:
PIB cai 2.2% no primeiro trimestre, tornado as previsões do Governo duma queda de apenas 3% para o ano inteiro praticamente impossíveis.
Um dos truques de Sócrates para esconder o défice acabou de atingir o prazo de validade: a empresa gestora das PPPs, Parpública, comprava imóveis ao Estado em nome do Estado fazendo recurso a endividamento. Agora começam a chegar as contas com juros.
CTT também querem regime de excepção nos cortes salariais, depois de apresentarem resultados positivos no ano passado. Trabalhadores ainda não receberam a devolução salarial ditada pelo tribunal, que seguiu para recurso do Constitucional.
Limite para as indemnizações por mútuo acordo na função pública foi fixado em 48.500 euros (cem vezes o salário mínimo). Continua a oposição à mobilidade geográfica alargada.
Governo autoriza despedimentos colectivos do pessoal dos centros de Novas Oportunidades, sendo que este processo não se deveria aplicar a funcionários públicos.
A UNESCO quer a paragem imediata das obras da barragem do Tua e a realização dum estudo de impacto ambiental.
Mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais, uma vez que desistiram de procurar emprego e portanto já não são contabilizados. Taxa oficial em Portugal de desemprego jovem é de 36.1%.
A criatura do pântano, Miguel Relvas, admite no parlamento que conhecia Silva Carvalho, mas só um bocadinho.
GRÉCIA:
O presidente falha na criação de uma coligação, vêm aí eleições novas.
FRANÇA:
Novo primeiro-ministro apontado por Hollande é especializado na Alemanha.
ALEMANHA:
Sociais-democratas querem maior integração europeia, desenvolvimento da periferia e impostos sobre transacções financeiras como condição para aceitar o pacto fiscal da austeridade.
CHINA:
Com a farsa interminável a decorrer na Europa, os problemas crescentes da China têm ficado fora de vista. Com a queda da procura mundial, as vastas quantidades de dívida que o país contraiu para financiar o seu desenvolvimento (e alimentar bolhas imobiliárias...) está a tornar-se impagável. Durante a crise de 2008-2009, os países em industrialização como a China foram uma força estabilizadora, mas com a crise principal por resolver e agora os BRICs também a serem arrastados para o fundo, as coisas apresentam-se preocupantes.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário