terça-feira, 1 de maio de 2012
Notícias 1-5-2012: Bom Primeiro de Maio
PORTUGAL:
Parece que a reposição dos subsídios temporariamente cortados para sempre é ainda mais duvidosa do que parecia. Não só está a reposição adiada para 2015 como é dependente do quadro fiscal de 2014 - ou seja, em 2014 volta a ser adiada a reposição.
Parece que a decisão do tribunal de Portalegre não é tão simples como foi primeiro noticiada. A dívida do empréstimo imobiliário não foi simplesmente perdoada com a entrega da casa. O que sucedeu foi que o banco voltou a comprar a propriedade por um valor mais baixo (70% do original) e o tribunal considerou que o repagamento do casal deveria ter em conta o novo valor, sendo portanto mais baixo também.
Instituições de solidariedade e misericórdias protestam o efeito desertificador e destrutivo do tecido social do interior do país dos cortes e fusões de Freguesias.
Estado mais atrasado que nunca no pagamento a fornecedores (média de 84 dias). Na Madeira o atraso chega aos dois anos.
Só 5 das 62 medidas de apoio ao emprego do Acordo de Concertação Social foram cumpridas até agora.
Entretanto, no pântano: Presidente da Refer, Luís Pardal, demitiu-se do cargo. Era um dos envolvidos no processo da Face Oculta.
Charles Smith do processo Freeport tentou contactar várias testemunhas antes das audições em tribunal. Foi agora proibido de o voltar a fazer.
Banca vai precisar de mais 6 mil milhões de euros este ano, parte dos quais virá do dinheiro do empréstimo da Troika.
Consumo de gasolina e outros combustíveis em queda acentuada desde o ano passado.
ESPANHA:
Instituto Nacional de Estatística confirma recessão económica e S&P corta o rating a 11 bancos.
CANADÁ:
Contra todo o aparato policial e mediático dos 1%, os protestos e boicotes maciços dos estudantes do Quebec estão a ganhar força e a reunir o apoio da população. Os esforços estão agora dirigidos para ganhar o apoio das uniões de trabalhadores e tornar os protestos num movimento mais amplo.
INTERNACIONAL:
Mais informações do relatório da Organização Internacional do Trabalho: o desemprego não vai abrandar até 2016 e a taxa global neste momento é de 6.1%. O emprego em Portugal caiu de 57.8% em 2007 para 53.7% em 2011, com o emprego temporário a representar 20%, situação involuntária em 80% dos casos. A flexibilização do emprego é apontado como um dos factores agravadores do desemprego.
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