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| Das ruas da Grécia |
PORTUGAL:
Depois de dar a receita do veneno da austeridade, o FMI comenta com estranheza o definhar do paciente com uma previsão de recessão profunda (que será resolvida com mais austeridade encapotada ou "reformas para estimular a actividade económica"). Isto resultará em mais desemprego, que segundo o FMI será resolvido com mais "flexibilidade laboral" (menos tempo de subsídio e direitos dos trabalhadores). FMI também quer mais flexibilidade (leia-se, privatizações e desregulação) noutros sectores, como a energia. Caso, mais uma vez, isto destrua a capacidade do Estado se financiar, o FMI tem umas "ajudas" preparadas e entretanto já disponibilizou 4 mil milhões para apoios aos bancos. Todo este programa revolucionário trará consigo algumas injustiças, mas a Troika também pensou nisso.
Entretanto, os nossos
A maternidade Alfredo da Costa pode vir a fechar até ao final do ano enquanto as concessões rodoviárias custaram 878 milhões em 2011.
Tudo isto e muito mais acumula-se para dar a Portugal o pior resultado na OCDE em termos de queda do PIB no último trimestre de 2011. Desde Janeiro houve 1600 insolvências de empresas, um aumento de 45% em comparação ao mesmo período de 2011.
ESPANHA:
Governo espanhol já está a gastar mais com os custos de desemprego do que aquilo que espera arrecadar com a austeridade.
GRÉCIA:
Revolta na Grécia depois dum homem de 70 anos se ter suicidado em frente ao Parlamento, recusando ser reduzido a um mendigo pela crise. Deixou uma letra onde acusa os partidos do poder de trair o país e o povo grego.
Entretanto, são cada vez mais os jovens que abandonam as cidades para regressar ao campo ao abrigo dum programa governamental que permite o cultivo de terrenos abandonados. O neo-feudalismo está bem e recomenda-se.
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