segunda-feira, 2 de abril de 2012

Alerta de Propaganda #8 e #9

A proibição do Banco Central Europeu em financiar directamente os países europeus ao serviço da obsessão alemã com a inflação e dos interesses usurários dos bancos significa que não existe nenhuma origem para a moeda usada pelos Estados excepto pelos "mercados". Quando acontece uma crise (que se torna inevitável, devido ao elevado custo do financiamento pelos mercados), deixa de haver recurso aos Estados nestas condições excepto convidar o vampiro a entrar em casa: o FMI e companhia.

Agora, conforme o falhanço espectacular do nosso país em voltar aos mercados em 2013 se torna realidade, com quase todos os índices económicos em estado zombie ou pior, vamos começar a ouvir comentários que procuram almofadar o óbvio antes deste acontecer:

"Está tudo sempre debaixo de análise e dependente da evolução de situações concretas nos mercados financeiros" mas "Não é do interesse de Portugal nem da zona euro falar agora num novo programa. Até porque isso significaria mais dívida para Portugal."

 Ou seja, eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, isso existem.

E preparando-se para o pior, a Europa continua a reforçar estruturas de financiamento que fazem o trabalho que o BCE devia estar a fazer:

"Por sua vez, a ministra das Finanças dinamarquesa, Margrethe Vestager, disse que este "é o momento para aumentar os recursos do FMI para que se chegue a um acordo global", tendo dito que se trata de um esforço do "intresse de todos os países".

E isto já é no seguimento da fusão dos mecanismos de resgate europeus num único fundo de 700 a 800 mil milhões de euros, ou seja, há uma clara noção de que é insuficiente e vontade de criar ainda mais barreiras contra a crise para além daquelas que a Alemanha considera serem suficientes.

As primeiras gotas duma nova tempestade europeia estão a cair-nos na testa.


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