domingo, 1 de julho de 2012
Notícias 1-7-2012: Défices, bazookas, bazookas de défices
O vosso editor favorito andou na luta, daí a pausa no serviço. Vídeo da manifestação do MSE, onde o CADDP esteve representado.
PORTUGAL:
INE revela que défice aumentou para 7,9%, aniquilando as hipóteses de cumprir o défice de 4,5%. Esperam-se ansiosamente as novas e brilhantes medidas de austeridade que serão capazes de o fazer.
Governo desiste de programa de desenvolvimento e compra de helicópteros NH90. Até 2020 poupam-se 370 milhões.
Actividade no comércio a retalho diminuiu 5% em Maio em comparação com Maio de 2011.
Na luta: Dia 30 foi a manifestação pelo Direito ao Trabalho do Movimento Sem Emprego. Dois dias antes, o movimento tinha levado a cabo um protesto bem sucedido contra despedimentos num call center da Zon de Coimbra.
Governo admite alterar concursos que vão levar os médicos à greve mas não acaba com eles.
Ministro da Economia sofre recepção acalorada na Covilhã enquanto a Ministra da Justiça foi vaiada no Terreiro do Paço por autarcas e apoiantes.
Bananização da República: Mais de 335.500 pessoas recebem o RSI e apenas 375.000 desempregados recebem subsídios de desemprego.
Gás e electricidade sobem hoje. Cobrança coerciva de taxas moderadoras começa hoje também, com multas de 30 euros.
No pântano: Fisco perdoa luvas dos submarinos pagas ao contra-almirante Rogério d'Oliveira.
Estado assume créditos do BPN de negócios fraudulentos de Duarte Lima.
GRÃ-BRETANHA:
David Cameron lança a ideia dum referendo sobre papel do país na UE.
EUROPA:
Mais uma cimeira que passa, mais umas quantas medidas de meia-tigela. A Alemanha desistiu de obrigar a Espanha a um programa de empréstimo devido à pressão combinada da Espanha e Itália. Em vez disso, os fundos do FEEF e MEE (que a Alemanha finalmente ratificou) vão poder ser usados para comprar dívida soberana directamente nos mercados primários e secundários de forma a baixar os juros pelo aumento da procura, (mas se o fizerem terão de sofrer um programa estilo FMI). Claro que os valores do FEEF e MEE não são suficientes para afectar seriamente um novo deflagrar da crise, mas isso fica para a próxima cimeira. Entratanto, os mercados reagiram positivamente à notícia.
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